UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2026
Menino de 7 anos, com diagnóstico de asma persistente, faz uso regular de Corticosteroide Inalatório (CI) em baixa dose. Durante a consulta de seguimento, a mãe relata que ele tem apresentado sintomas diurnos mais de duas vezes por semana, sendo necessário fazer uso frequente de broncodilatador de curta ação para alívio (SABA), além de ocasionar limitação na realização de atividades físicas. No último ano, ele teve duas exacerbações que exigiram o uso de corticosteroides sistêmicos. Considerando os critérios de controle da asma e a abordagem terapêutica passo a passo para crianças de 6 a 11 anos, a alternativa terapêutica preferencial para o caso é:
Asma não controlada (6-11a) em CI baixa dose → Step 3: Preferencialmente CI-Formoterol (MART) ou CI dose média.
O paciente apresenta asma não controlada com risco de exacerbações graves. O Step 3 do GINA para crianças de 6-11 anos recomenda escalar o tratamento para CI-Formoterol (manutenção e alívio) ou aumentar a dose do CI.
O manejo da asma na faixa etária de 6 a 11 anos exige uma avaliação dinâmica do controle clínico e do risco futuro. O paciente descrito está no Step 2 (CI dose baixa) e permanece sintomático, caracterizando falha terapêutica. Segundo as diretrizes do GINA, a progressão para o Step 3 é mandatória. A introdução da combinação CI-Formoterol (Opção A) é uma tendência forte devido à segurança do formoterol como broncodilatador de início rápido e à garantia de que o paciente receberá uma dose extra de corticoide sempre que precisar de alívio, combatendo a inflamação subjacente que precede a crise. Alternativamente, dobrar a dose do CI (Opção C) é uma estratégia clássica e eficaz, mas que pode ter menor impacto na redução de exacerbações se a adesão ao tratamento diário for irregular.
A asma é considerada não controlada se a criança apresentar sintomas diurnos mais de duas vezes por semana, despertar noturno devido à asma, necessidade de medicação de alívio mais de duas vezes por semana ou qualquer limitação de atividade. No caso clínico, o paciente preenche múltiplos critérios de descontrole, além de possuir histórico de exacerbações graves, o que exige ajuste imediato da terapia de manutenção.
A terapia MART (Maintenance and Reliever Therapy) consiste no uso de uma combinação de corticosteroide inalatório (CI) e formoterol (um LABA de início rápido) tanto para o uso diário fixo quanto para o alívio imediato dos sintomas. Para crianças de 6 a 11 anos, o GINA coloca essa estratégia como uma opção preferencial no Step 3, pois reduz significativamente o risco de exacerbações graves em comparação ao uso de SABA isolado para alívio.
As opções principais incluem: 1) Dose média de corticosteroide inalatório (CI); 2) Dose baixa de CI associada a LABA (como formoterol ou salmeterol); ou 3) Terapia MART com dose baixa de CI-Formoterol. A escolha deve considerar o perfil de exacerbações do paciente, a técnica inalatória e a preferência da família, visando o controle total dos sintomas e a redução de riscos futuros.
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