SURCE - Sistema Único de Residência do Ceará — Prova 2023
Paciente masculino, 62 anos, em investigação de dispneia, sibilância e tosse. Apresentava radiografia de tórax com sinais de hiperinsuflação e espirometria com VEF1/CVF : 0,62 (LI: 0,72) VEF1: 2, 37 (67%) e CVF: 3,80 (82%), que após broncodilatador evidenciava VEF1/CVF: 0,76 VEF1: 3,00 CVF: 3,94. Foi iniciado Beclometasona inalatória 200mcg duas vezes ao dia e, após 2 meses, o paciente relatava dispneia diária, tendo acordado 3 noites e faltado ao trabalho um dia, na última semana, por conta dos sintomas. LEGENDA: VEF1: Volume Expiratório Forçado no primeiro segundo. CVF: Capacidade Vital Forçada. Considerando o diagnóstico mais provável e neste contexto atual, qual seria a abordagem terapêutica de preferência para controle dos sintomas?
Asma não controlada com corticoide inalatório em dose baixa → adicionar LABA (broncodilatador de longa ação) para controle.
O paciente apresenta asma não controlada (sintomas diários, despertares noturnos, limitação de atividade) apesar do uso de corticoide inalatório. A próxima etapa na escada terapêutica da asma, conforme as diretrizes GINA, é a adição de um broncodilatador de longa ação (LABA) ao corticoide inalatório.
A asma brônquica é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, caracterizada por hiperresponsividade brônquica e obstrução variável do fluxo aéreo, reversível espontaneamente ou com tratamento. O manejo visa o controle dos sintomas e a prevenção de exacerbações, sendo guiado por diretrizes como a GINA (Global Initiative for Asthma). O diagnóstico é baseado na história clínica e espirometria, que demonstra obstrução reversível. O tratamento inicial para asma persistente geralmente envolve um corticoide inalatório (ICS) em dose baixa. No entanto, se o paciente permanece sintomático, com critérios de asma não controlada (sintomas diários, despertares noturnos, uso frequente de resgate), a terapia precisa ser escalada. A próxima etapa na escada terapêutica para asma não controlada é a adição de um broncodilatador de longa ação (LABA) ao ICS, preferencialmente em um único inalador combinado (ex: Budesonida-Formoterol). Essa combinação oferece controle superior dos sintomas e redução de exacerbações em comparação com a monoterapia com ICS ou LABA isolado.
A asma é considerada não controlada quando o paciente apresenta sintomas diurnos mais de duas vezes por semana, despertares noturnos devido à asma, necessidade de medicação de resgate mais de duas vezes por semana, ou limitação de atividades devido à asma.
A terapia combinada ICS/LABA é fundamental para o controle da asma moderada a grave, pois o ICS trata a inflamação subjacente e o LABA proporciona broncodilatação prolongada, melhorando os sintomas e a função pulmonar.
A terapia deve ser escalada quando a asma não está controlada apesar do uso regular da medicação atual, conforme avaliado pelos sintomas, despertares noturnos e necessidade de medicação de resgate.
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