Asma em Crianças: Ajuste do Tratamento Pós-Crise Grave

SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2021

Enunciado

Escolar de 8 anos, com asma brônquica, em uso domiciliar de inalatórios (β2-agonista de curta duração e corticoide em baixa dose), é levado à emergência devido à crise grave de broncoespasmo com saturação de oxigênio de 90% e tiragem subcostal moderada. Necessitou de terapia de resgate com oxigenoterapia, salbutamol e corticoterapia sistêmica, apresentando melhora da saturação de oxigênio após uma hora, seguida de alta hospitalar. A melhor terapêutica domiciliar da asma desse paciente, após o episódio, é prescrever β2-agonista de:

Alternativas

  1. A) curta duração + corticoide em baixa dose inalatórios
  2. B) longa duração + corticoide em baixa dose inalatórios
  3. C) curta duração + corticoide em média dose inalatórios
  4. D) longa duração + corticoide em média dose inalatórios

Pérola Clínica

Asma em escolar, crise grave + uso prévio de baixa dose CI → Manutenção com CI baixa dose + LABA.

Resumo-Chave

Após uma crise grave de asma, especialmente em pacientes que já usavam corticoide inalatório em baixa dose, a terapêutica de manutenção deve ser intensificada. A adição de um beta2-agonista de longa duração (LABA) ao corticoide inalatório em baixa dose é a estratégia recomendada para melhorar o controle da asma e prevenir futuras exacerbações.

Contexto Educacional

A asma brônquica é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que afeta milhões de crianças globalmente, sendo uma das principais causas de morbidade pediátrica. O manejo adequado da asma visa controlar os sintomas, prevenir exacerbações e otimizar a qualidade de vida. A ocorrência de uma crise grave, mesmo em pacientes em uso de medicação controladora, indica a necessidade de reavaliar e intensificar a terapia de manutenção. A fisiopatologia da asma envolve inflamação crônica das vias aéreas, hiperresponsividade brônquica e obstrução variável do fluxo aéreo. O tratamento de manutenção é escalonado de acordo com a gravidade e o controle da doença, conforme as diretrizes internacionais como a GINA (Global Initiative for Asthma). Os corticoides inalatórios (CI) são a pedra angular do tratamento, atuando na inflamação. Após uma crise grave de asma, especialmente em um paciente que já utilizava CI em baixa dose, a estratégia de tratamento de manutenção deve ser intensificada. A adição de um beta2-agonista de longa duração (LABA) ao CI em baixa dose é a conduta recomendada para melhorar o controle da doença, reduzir a frequência e a gravidade das exacerbações, e prevenir futuras hospitalizações. Essa combinação oferece um controle superior ao aumento isolado da dose de CI em muitos casos.

Perguntas Frequentes

Quando a asma em crianças é considerada grave?

A asma em crianças é considerada grave quando há sintomas persistentes apesar do uso de medicação controladora, necessidade frequente de medicação de resgate, ou exacerbações que exigem hospitalização ou tratamento com corticoides sistêmicos.

Qual o papel dos corticoides inalatórios no tratamento da asma?

Os corticoides inalatórios são a base do tratamento de manutenção da asma, pois atuam reduzindo a inflamação crônica das vias aéreas, diminuindo a frequência e a gravidade das crises. Devem ser usados diariamente, mesmo na ausência de sintomas.

Por que adicionar um beta2-agonista de longa duração (LABA) ao corticoide inalatório?

A adição de um LABA ao corticoide inalatório é recomendada quando o controle da asma não é alcançado apenas com o corticoide. O LABA proporciona broncodilatação prolongada, melhorando os sintomas e a função pulmonar, e tem um efeito sinérgico com o corticoide na redução da inflamação.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo