Asma Brônquica: Diagnóstico e Manifestações Atípicas

UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2025

Enunciado

Paciente, sexo feminino, 25 anos de idade, retorna ao atendimento por quadro de tosse seca recorrente há alguns anos, com piora no tempo seco. Nega tabagismo. Não faz uso de medicação. Faz atividade física, mas não consegue fazer corrida e tem tosse ao final das atividades mais intensas. Ao exame físico, apresenta bom estado geral, eupneica, ausculta cardíaca e pulmonar sem alterações. Sem achados ao exame físico. Foi realizado o exame a seguir.Com base nesse quadro clínico e nesse exame, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) A ausência de sibilos, ao exame físico, afasta a possibilidade de asma, e a investigação deve incluir tomografia em expiração.
  2. B) A espirometria demonstra um distúrbio obstrutivo restritivo leve, que não deve ser considerado asma.
  3. C) A espirometria mostra um padrão obstrutivo sem variação pós-broncodilatador, compatível com DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica).
  4. D) A tosse seca, bem como sintomas induzidos pelo exercício, somados aos achados de hiperresponsividade das vias aéreas, vistos na espirometria, corroboram o diagnóstico de asma.
  5. E) Para confirmar o diagnóstico de asma, é necessária a dosagem de Imunoglobulina E (IgE).

Pérola Clínica

Tosse seca + sintomas por exercício + hiperresponsividade brônquica = Asma, mesmo com exame físico normal.

Resumo-Chave

A asma pode se manifestar predominantemente com tosse seca e ser induzida por exercício, mesmo na ausência de sibilos ao exame físico. A espirometria com prova de broncoprovocação ou teste de broncodilatação positivo é crucial para confirmar a hiperresponsividade das vias aéreas e o diagnóstico.

Contexto Educacional

A asma brônquica é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, caracterizada por hiperresponsividade brônquica e obstrução variável do fluxo aéreo, frequentemente reversível espontaneamente ou com tratamento. Afeta milhões de pessoas globalmente, sendo uma das doenças crônicas mais comuns na infância e adolescência, mas também presente em adultos. O reconhecimento de suas diversas apresentações é crucial para um diagnóstico e manejo adequados. A fisiopatologia envolve inflamação das vias aéreas, resultando em broncoconstrição, edema e hipersecreção de muco. O diagnóstico baseia-se na história clínica de sintomas respiratórios variáveis (tosse, sibilos, dispneia, aperto no peito), especialmente se desencadeados por alérgenos, exercício, ar frio ou infecções virais. A espirometria com teste de broncodilatação é fundamental, mostrando um padrão obstrutivo reversível. Em casos com espirometria normal, mas alta suspeita clínica (como tosse crônica ou asma induzida por exercício), a prova de broncoprovocação com metacolina ou exercício pode confirmar a hiperresponsividade brônquica. O tratamento da asma visa controlar os sintomas e prevenir exacerbações, utilizando broncodilatadores de curta e longa ação, e corticosteroides inalatórios como terapia anti-inflamatória de base. É vital educar o paciente sobre gatilhos, uso correto de inaladores e plano de ação para crises. O prognóstico é geralmente bom com manejo adequado, mas a falta de diagnóstico ou tratamento pode levar a morbidade significativa e remodelamento das vias aéreas.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de asma induzida por exercício?

A asma induzida por exercício manifesta-se com tosse, dispneia, aperto no peito ou sibilos durante ou após atividade física intensa. É um tipo comum de asma, especialmente em jovens.

Como a espirometria auxilia no diagnóstico de asma?

A espirometria pode mostrar um padrão obstrutivo reversível após broncodilatador. Em casos de asma oculta ou tosse-variante, a prova de broncoprovocação com metacolina ou exercício pode revelar hiperresponsividade brônquica.

É possível ter asma sem sibilos ao exame físico?

Sim, é totalmente possível ter asma sem sibilos audíveis ao exame físico, especialmente em casos de asma leve, asma variante da tosse ou asma induzida por exercício. O diagnóstico depende da história clínica e testes funcionais.

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