PSU-GO - Processo Seletivo Unificado de Goiás — Prova 2024
Paciente, 19 anos de idade, sexo feminino relata que após o tratamento de covid-19 em 2020 iniciou quadro de tosse seca recorrente de frequência mensal. Há 3 dias, além da tosse, refere dispneia para subir um lance de escada no trabalho. Relata piora da tosse e da dispneia após ir à casa de um amigo onde a mãe do amigo cria gatos. Ao exame físico: FR: 22 ipm; fc: 78 bpm; PA: 110/70 mmHg; à ausculta respiratória o murmúrio vesicular estava diminuído difusamente e os ruídos adventícios estavam ausentes. De acordo com o caso relatado, qual é a medicação indicada e quais os exames devem ser solicitados?
Asma: tosse seca recorrente + dispneia + piora com alérgenos → corticoide inalatório (manutenção) + broncodilatador de curta ação (resgate).
O quadro clínico sugere asma, com histórico de tosse recorrente e dispneia, piora com exposição a alérgenos (gatos) e possível gatilho pós-COVID-19. O tratamento de manutenção para asma persistente é com corticosteroide inalatório (Beclometasona), e o broncodilatador de curta ação (Salbutamol) é para alívio dos sintomas, não para uso contínuo. Exames como hemograma, espirometria e radiografia de tórax são essenciais para diagnóstico e exclusão de outras patologias.
A asma brônquica é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, caracterizada por hiperresponsividade brônquica e obstrução variável do fluxo aéreo, reversível espontaneamente ou com tratamento. O quadro clínico típico inclui tosse (frequentemente seca), sibilância, dispneia e aperto no peito, que podem ser desencadeados por alérgenos, infecções virais (como COVID-19), exercícios, irritantes e mudanças climáticas. O diagnóstico é clínico, baseado na história e exame físico, e confirmado por espirometria com teste broncodilatador, que demonstra obstrução reversível. A radiografia de tórax é útil para excluir outras causas de sintomas respiratórios. O hemograma pode mostrar eosinofilia, comum em asma alérgica. O tratamento da asma persistente baseia-se em corticosteroides inalatórios (como a beclometasona) para controle da inflamação e prevenção de exacerbações, usados continuamente. Broncodilatadores de curta ação (como o salbutamol) são utilizados para alívio rápido dos sintomas em crises ou antes de exercícios. O uso frequente de broncodilatadores de resgate indica controle inadequado da doença e necessidade de ajuste da terapia de manutenção.
Os principais sintomas da asma incluem tosse (geralmente seca e noturna), sibilância (chiado no peito), dispneia (falta de ar) e aperto no peito. Esses sintomas são frequentemente variáveis e podem piorar com exposição a alérgenos, exercícios ou infecções respiratórias.
Medicamentos de controle (como corticosteroides inalatórios) são usados diariamente para reduzir a inflamação das vias aéreas e prevenir sintomas e exacerbações. Medicamentos de resgate (como beta-2 agonistas de curta ação) são usados para aliviar rapidamente os sintomas durante uma crise.
A espirometria com teste broncodilatador é fundamental para confirmar o diagnóstico de asma, demonstrando obstrução reversível do fluxo aéreo. A radiografia de tórax pode ser solicitada para excluir outras condições, e o hemograma pode revelar eosinofilia em casos de asma alérgica.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo