SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2015
O conhecimento da fisiopatologia da asma brônquica influenciou, de forma evidente, a abordagem terapêutica dessa doença na última década. Baseado nos conhecimentos atuais, assinale a alternativa CORRETA.
Crise asmática moderada/grave → Corticoide sistêmico (oral/parenteral) é essencial; inalatório NÃO substitui.
Corticoides sistêmicos são a base do tratamento para crises agudas de asma moderadas a graves, podendo ser administrados por via oral ou parenteral. Corticoides inalatórios são para controle de longo prazo e não têm papel primário no tratamento da crise aguda estabelecida.
A asma brônquica é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que se manifesta por episódios de broncoespasmo, tosse e dispneia. O manejo da crise aguda é um desafio comum na emergência, exigindo conhecimento da fisiopatologia e das opções terapêuticas para evitar complicações graves. Na crise asmática, a inflamação das vias aéreas é um componente chave, e os corticoides sistêmicos são essenciais para modular essa resposta inflamatória. Eles reduzem o edema da mucosa, a produção de muco e a hiperreatividade brônquica, com início de ação em poucas horas. Diferentemente, os corticoides inalatórios são a base do tratamento de manutenção, mas não têm papel significativo na reversão rápida de uma crise aguda. O tratamento da crise aguda de asma envolve broncodilatadores de curta ação (SABA), oxigenoterapia e corticoides sistêmicos. A escolha da via de administração do corticoide (oral ou parenteral) depende da gravidade e da capacidade de deglutição do paciente. A aminofilina e o brometo de ipratrópio têm papéis mais limitados ou coadjuvantes, e a utilização de inaladores dosimetrados com espaçador é preferível à nebulização em muitos cenários, inclusive na emergência.
Corticoides sistêmicos (orais ou parenterais) são fundamentais no tratamento da crise aguda de asma moderada a grave, pois reduzem a inflamação das vias aéreas e previnem a progressão da crise e a necessidade de hospitalização.
Corticoides inalatórios atuam na prevenção e controle de longo prazo da asma, mas seu início de ação é lento e não são eficazes para reverter rapidamente a inflamação e o broncoespasmo de uma crise aguda estabelecida.
O tratamento inclui broncodilatadores de curta ação (SABA) em doses repetidas, oxigenoterapia se necessário, e corticoides sistêmicos. Anticolinérgicos inalatórios (brometo de ipratrópio) podem ser adicionados aos SABA em crises graves.
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