Crise de Asma: Corticoides Sistêmicos e Inalatórios

SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2015

Enunciado

O conhecimento da fisiopatologia da asma brônquica influenciou, de forma evidente, a abordagem terapêutica dessa doença na última década. Baseado nos conhecimentos atuais, assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas

  1. A) Os corticoesteroides não são eficientes para tratar as exacerbações, devendo ser utilizados para prevenir os sintomas em longo prazo, especialmente nos casos moderados e graves.
  2. B) Nos eventos agudos com broncosespasmo, a SpO² (Saturação de O²) e o PFE (Pico de Fluxo Expiratório) estão aumentados, e a capacidade de difusão do monóxido de carbono diminuída.
  3. C) Nas crises agudas de moderadas a graves, o corticoide sistêmico pode ser administrado por via parenteral, porém não há evidência que forneça suporte à utilização de corticoides inalatórios nas crises.
  4. D) Nas crises agudas de moderadas a graves, utilizar a aminofilina intravenosa como droga de escolha e o brometo de ipratrópio inalatório como droga coadjuvante.
  5. E) Na crise de asma que necessita de atendimento médico em serviços de emergência, a utilização do broncodilatador deve ser por meio de nebulização, evitando-se o inalador dosimetrado com espaçador. 

Pérola Clínica

Crise asmática moderada/grave → Corticoide sistêmico (oral/parenteral) é essencial; inalatório NÃO substitui.

Resumo-Chave

Corticoides sistêmicos são a base do tratamento para crises agudas de asma moderadas a graves, podendo ser administrados por via oral ou parenteral. Corticoides inalatórios são para controle de longo prazo e não têm papel primário no tratamento da crise aguda estabelecida.

Contexto Educacional

A asma brônquica é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que se manifesta por episódios de broncoespasmo, tosse e dispneia. O manejo da crise aguda é um desafio comum na emergência, exigindo conhecimento da fisiopatologia e das opções terapêuticas para evitar complicações graves. Na crise asmática, a inflamação das vias aéreas é um componente chave, e os corticoides sistêmicos são essenciais para modular essa resposta inflamatória. Eles reduzem o edema da mucosa, a produção de muco e a hiperreatividade brônquica, com início de ação em poucas horas. Diferentemente, os corticoides inalatórios são a base do tratamento de manutenção, mas não têm papel significativo na reversão rápida de uma crise aguda. O tratamento da crise aguda de asma envolve broncodilatadores de curta ação (SABA), oxigenoterapia e corticoides sistêmicos. A escolha da via de administração do corticoide (oral ou parenteral) depende da gravidade e da capacidade de deglutição do paciente. A aminofilina e o brometo de ipratrópio têm papéis mais limitados ou coadjuvantes, e a utilização de inaladores dosimetrados com espaçador é preferível à nebulização em muitos cenários, inclusive na emergência.

Perguntas Frequentes

Qual o papel dos corticoides sistêmicos na crise aguda de asma?

Corticoides sistêmicos (orais ou parenterais) são fundamentais no tratamento da crise aguda de asma moderada a grave, pois reduzem a inflamação das vias aéreas e previnem a progressão da crise e a necessidade de hospitalização.

Por que os corticoides inalatórios não são indicados para crises agudas de asma?

Corticoides inalatórios atuam na prevenção e controle de longo prazo da asma, mas seu início de ação é lento e não são eficazes para reverter rapidamente a inflamação e o broncoespasmo de uma crise aguda estabelecida.

Quais são as principais medidas no tratamento de uma crise asmática moderada a grave?

O tratamento inclui broncodilatadores de curta ação (SABA) em doses repetidas, oxigenoterapia se necessário, e corticoides sistêmicos. Anticolinérgicos inalatórios (brometo de ipratrópio) podem ser adicionados aos SABA em crises graves.

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