Asma Persistente: Tratamento e Uso de Salbutamol nas Crises

SURCE - Sistema Único de Residência do Ceará — Prova 2020

Enunciado

Para um paciente adulto, 50 anos, com crises de desconforto torácico e tosse seca, praticamente diários no último ano, que pioram ao acordar, sem comorbidades prévias, cuja radiografia de tórax foi normal e a espirometria apresentou os seguintes resultados: ( Pré-bronco dilatador): VEF1/CVF: 0,80 VEF1: 2,32L CVF: 2,90L (Pós- bronco dilatador): VEF1/CVF: 0,81 VEF1:2,62L CVF:3,21L. Legenda: VEF1: volume expiratório forçado 1º segundo; CVF: capacidade vital forçada. A opção terapêutica com melhor custo efetividade, além do corticoide inalatório contínuo, seria:

Alternativas

  1. A) Formoterol contínuo. 
  2. B) Salbutamol contínuo
  3. C) Formoterol nas crises
  4. D) Salbutamol nas crises.

Pérola Clínica

Asma persistente com ICS contínuo: Salbutamol é o SABA custo-efetivo para alívio das crises.

Resumo-Chave

Um paciente com sintomas diários e reversibilidade significativa ao broncodilatador na espirometria tem asma persistente. Além do corticoide inalatório contínuo, o Salbutamol é a opção mais custo-efetiva para alívio rápido dos sintomas nas crises.

Contexto Educacional

A asma brônquica é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas caracterizada por hiperresponsividade brônquica e obstrução variável do fluxo aéreo, que é reversível espontaneamente ou com tratamento. Afeta milhões de pessoas globalmente e é uma das doenças crônicas mais comuns em adultos. O manejo adequado é essencial para controlar os sintomas, prevenir exacerbações e manter a qualidade de vida, sendo um tema recorrente em provas de residência. O diagnóstico da asma em adultos baseia-se na história clínica de sintomas respiratórios variáveis (tosse, sibilância, dispneia, aperto no peito) e na demonstração de obstrução do fluxo aéreo reversível na espirometria. A reversibilidade é definida por um aumento no VEF1 de >12% e >200 mL após a inalação de um broncodilatador. No caso apresentado, a espirometria mostra uma resposta significativa ao broncodilatador, confirmando a reversibilidade, mesmo com um VEF1/CVF dentro da normalidade, o que pode ocorrer em asma bem controlada ou intercrises. O tratamento da asma persistente, como indicado pelos sintomas diários do paciente, envolve o uso contínuo de corticosteroides inalatórios (CI) para controlar a inflamação subjacente. Além disso, é fundamental ter uma medicação de alívio rápido para as crises. O Salbutamol, um beta-agonista de curta ação (SABA), é a opção mais custo-efetiva e amplamente recomendada para uso 'nas crises' ou 'sob demanda', proporcionando broncodilatação rápida. Embora o Formoterol (um LABA) também possa ser usado para alívio em algumas estratégias (como o regime SMART), o Salbutamol é a escolha clássica e mais acessível para essa finalidade quando o CI já está em uso contínuo.

Perguntas Frequentes

Como a espirometria auxilia no diagnóstico da asma em adultos?

A espirometria pode mostrar um padrão obstrutivo (VEF1/CVF reduzido) que é reversível após a administração de um broncodilatador. Uma melhora de VEF1 >12% e >200 mL pós-broncodilatador é considerada significativa e apoia o diagnóstico de asma, mesmo com VEF1/CVF normal entre as crises.

Qual a importância do corticoide inalatório contínuo no tratamento da asma persistente?

O corticoide inalatório (CI) é a base do tratamento da asma persistente, pois atua na inflamação crônica das vias aéreas, reduzindo a frequência e gravidade das crises, melhorando a função pulmonar e prevenindo a remodelação brônquica. Deve ser usado diariamente, mesmo na ausência de sintomas.

Por que o Salbutamol é a melhor opção custo-efetiva para crises de asma?

O Salbutamol é um beta-agonista de curta ação (SABA) que promove broncodilatação rápida e eficaz, aliviando os sintomas agudos da asma. É amplamente disponível, tem baixo custo e é a escolha padrão para medicação de resgate, sendo usado 'nas crises' ou 'sob demanda'.

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