SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2022
Paciente do sexo feminino, de 33 anos, refere que há cerca de seis meses vem apresentando dispneia aos moderados e grandes esforços associado com chiado no peito e tosse seca. Os sintomas são desencadeados com a mudança do tempo e contato com poeira. Refere que os sintomas ocorrem pela manhã e à noite e melhoram espontaneamente. Alega piora dos sintomas há um mês com tosse com escarro claro diário, dispneia, aperto no peito e chiado. Refere epigastralgia com alimentos gordurosos. Nega febre, nega perda de peso. Tabagista com 10 anos/maços. Na infância, teve "bronquite". Exame físico: SPO2 98%, FR: 18 IRM, FC 88 BPM, PA: 120x80 mmHg. Ausculta pulmonar com sibilos difusos.Nesse caso, qual é o diagnóstico da paciente?\n
Dispneia + sibilos + variabilidade circadiana → Asma (mesmo em tabagistas jovens com história atópica).
A asma é definida pela inflamação crônica das vias aéreas com hiperresponsividade e limitação variável ao fluxo aéreo, manifestando-se por sintomas paroxísticos e gatilhos específicos.
A asma é uma doença heterogênea, geralmente caracterizada por inflamação crônica das vias aéreas. A história clínica de sibilos, falta de ar, aperto no peito e tosse que variam ao longo do tempo e em intensidade é a base do diagnóstico. No caso apresentado, a paciente possui antecedentes atópicos e sintomas típicos que pioram à noite e ao acordar. Embora o tabagismo seja um fator complicador, a carga tabágica e a idade são insuficientes para um diagnóstico primário de DPOC, tornando a asma a hipótese mais provável. O tratamento deve focar no controle da inflamação com corticoides inalatórios, conforme as diretrizes do GINA.
A idade jovem (33 anos), o início dos sintomas na infância ('bronquite'), a natureza paroxística (piora matinal/noturna) e a presença de gatilhos claros (poeira, mudança de tempo) favorecem fortemente a asma, apesar do tabagismo leve (10 anos-maço).
Os gatilhos incluem alérgenos (poeira, ácaros, pelos de animais), mudanças bruscas de temperatura, infecções virais respiratórias, exercício físico, fumaça de cigarro, odores fortes e estresse emocional.
A espirometria é fundamental para confirmar a obstrução ao fluxo aéreo e sua variabilidade. A demonstração de reversibilidade significativa após o uso de broncodilatador (aumento de VEF1 >12% e >200ml) é um critério diagnóstico importante.
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