HPEV - Hospital Professor Edmundo Vasconcelos (SP) — Prova 2020
Homem, 24 anos de idade, em consulta ambulatorial, conta que há 6 meses apresenta tosse que piora à noite e, eventualmente, pela manhã. Traz consigo espirometria pré e pós broncodilatador de curta duração, com melhora significativa (maior que 12% e 200mL) de VEF1; VEF1/CVF (VEF1 = volume expiratório forçado de primeiro segundo; CVF = capacidade vital forçada) e do FEF( ₂₅-₇₅ por cento) (fluxo expiratório forçado a 25 - 75% da CV). Qual deve ser a conduta para o caso, conforme referências específicas da literatura?
Asma sintomática + Espirometria reversível → Corticoide Inalatório + LABA (ex: Budesonida/Formoterol).
O tratamento preferencial da asma envolve o uso de corticoide inalatório para controle da inflamação, associado a broncodilatadores, visando prevenir exacerbações.
A asma é uma das doenças respiratórias crônicas mais prevalentes. O manejo moderno, guiado pelo GINA (Global Initiative for Asthma), enfatiza que todos os adultos e adolescentes com asma devem receber terapia contendo corticosteroide inalatório (CI) para reduzir o risco de exacerbações graves. A estratégia de tratamento é dividida em etapas (steps). Para pacientes com sintomas persistentes ou despertares noturnos, a combinação de CI e LABA em dose baixa é geralmente a conduta inicial recomendada, garantindo tanto a broncodilatação quanto o controle da atividade inflamatória brônquica.
O diagnóstico de asma é reforçado pela demonstração de limitação variável ao fluxo aéreo. Na espirometria, isso é caracterizado por um aumento no VEF1 (Volume Expiratório Forçado no primeiro segundo) de pelo menos 12% e 200 mL em relação ao valor pré-broncodilatador. No caso clínico, o paciente apresenta essa reversibilidade significativa, o que, somado aos sintomas clínicos de tosse noturna, confirma o diagnóstico de asma brônquica.
A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas. O uso diário de um corticosteroide inalatório (como a budesonida) é essencial para tratar a inflamação subjacente e reduzir o risco de crises graves. A associação com um beta-2 agonista de longa duração (LABA), como o formoterol, proporciona controle sintomático prolongado. Segundo o GINA, essa combinação é a preferencial para manutenção e, em alguns protocolos (MART), também para alívio.
SABA (ex: Salbutamol) são broncodilatadores de curta ação, usados para alívio rápido de sintomas, mas não tratam a inflamação. O uso excessivo de SABA está associado a pior prognóstico. LABA (ex: Formoterol, Salmeterol) têm ação prolongada (12-24h). O formoterol destaca-se por ter início de ação rápido, permitindo seu uso tanto na manutenção quanto no resgate, sempre associado a um corticoide inalatório para segurança.
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