Asma Brônquica: Manejo da Exacerbação Aguda

HGNI - Hospital Geral de Nova Iguaçu (Hospital da Posse) (RJ) — Prova 2015

Enunciado

Paciente masculino de 42 anos, sem comorbidades conhecidas, inicia quadro de congestão nasal, rinorreia, cefaleia retrorbitária e febre baixa. Após 3 dias há melhora de febre, mas surge tosse pouco produtiva e dispneia associada a sibilos com sensação de aperto torácico que o leva a procurar a emergência. Refere ter tido um quadro semelhante, porém mais leve, há 3 anos com resolução espontânea. Ao exame físico, encontra-se taquipneico e taquicárdico, com sibilos e roncos difusos à ausculta, sem outras alterações Além da terapêutica na urgência, qual tratamento deveria ser iniciado para o paciente:

Alternativas

  1. A) Antibiótico e Corticoide Intramuscular
  2. B) Beta-bloqueador, Estatina e Antiagregante Plaquetário
  3. C) CPAP
  4. D) Corticoide Nasal e Vasoconstritor Nasal contínuo
  5. E) Corticoide Inalatório, Beta-agonista de longa ação e Corticoide Oral

Pérola Clínica

Asma: sibilos, dispneia, tosse, aperto torácico → tratamento com CI, BALA e CO em exacerbações.

Resumo-Chave

O quadro clínico sugere uma exacerbação de asma, provavelmente desencadeada por uma infecção viral de vias aéreas superiores. A história de episódios prévios e a resposta ao tratamento com broncodilatadores e corticoides são características. O tratamento visa controlar a inflamação e a broncoconstrição.

Contexto Educacional

A asma brônquica é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, caracterizada por hiperresponsividade brônquica e obstrução variável do fluxo aéreo, frequentemente reversível espontaneamente ou com tratamento. É uma das doenças crônicas mais comuns, afetando milhões de pessoas globalmente, e suas exacerbações representam uma causa significativa de morbidade e mortalidade, sendo um desafio diagnóstico e terapêutico na emergência. A fisiopatologia envolve inflamação eosinofílica, remodelamento das vias aéreas e broncoconstrição. O diagnóstico é clínico, baseado na história de sintomas respiratórios como sibilos, dispneia, aperto no peito e tosse, que variam em intensidade e são desencadeados por fatores como infecções virais, alérgenos e exercício. A espirometria com teste broncodilatador confirma o diagnóstico. O tratamento da asma visa o controle dos sintomas e a prevenção de exacerbações. Na crise aguda, utiliza-se beta-agonistas de curta ação e corticoides sistêmicos. Para o controle a longo prazo, a terapia combinada com corticoides inalatórios (CI) e beta-agonistas de longa ação (BALA) é a base, conforme o grau de gravidade da doença.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais e sintomas de uma exacerbação de asma?

Os principais sinais e sintomas incluem dispneia progressiva, sibilos, tosse, aperto no peito e taquipneia. A gravidade pode variar de leve a risco de vida, exigindo avaliação rápida.

Qual o tratamento inicial recomendado para uma crise asmática na emergência?

O tratamento inicial envolve beta-agonistas de curta ação (SABA) por nebulização ou inalador de dose medida com espaçador, oxigenoterapia se houver hipoxemia e corticoides sistêmicos (oral ou intravenoso) para reduzir a inflamação.

Como diferenciar uma exacerbação de asma de outras causas de dispneia e sibilos?

A diferenciação baseia-se na história clínica de asma prévia, resposta a broncodilatadores, ausência de sinais de insuficiência cardíaca ou corpo estranho, e características específicas da ausculta pulmonar. Exames complementares como radiografia de tórax podem ser úteis para excluir outras causas.

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