UNIRV - Universidade de Rio Verde (GO) — Prova 2020
"Paulo chega à UBS com sua filha Amanda, 12 anos, em crise de asma. Solicita ajuda, a criança respira ofegante. Saturação de 88%, sibilos generalizados bilateralmente. Realizam o tratamento para a crise, com pouca melhora. Está no horário de fechamento da unidade, Dr. Guilherme entra em contato com o SAMU e solicita ambulância para transporte da criança até o Pronto-Socorro Infantil. Após a alta, Dr. Guilherme conversa com a família e explica a importância de controle da doença, visto que é possível tratar na UBS". Para o diagnóstico da asma, assinale a alternativa INCORRETA:
Diagnóstico de asma é CLÍNICO. RX de tórax serve para excluir complicações, não para confirmar asma.
A asma é uma doença inflamatória crônica com diagnóstico predominantemente clínico e funcional; exames de imagem são dispensáveis para o diagnóstico de rotina.
O diagnóstico de asma na infância baseia-se na história clínica de sintomas respiratórios variáveis (sibilância, dispneia, aperto no peito e tosse) que pioram à noite ou ao acordar e são desencadeados por fatores como exercício, alérgenos ou infecções virais. A demonstração de limitação variável ao fluxo aéreo expiratório através da espirometria confirma o diagnóstico. É fundamental diferenciar a asma do 'sibilante transitório' da primeira infância. O tratamento de manutenção visa o controle da inflamação das vias aéreas, geralmente com corticosteroides inalatórios, para prevenir crises e remodelamento brônquico a longo prazo.
Não. A radiografia de tórax não faz o diagnóstico de asma. Ela é utilizada apenas para excluir diagnósticos diferenciais (como aspiração de corpo estranho ou insuficiência cardíaca) ou para identificar complicações durante uma crise grave, como pneumonia, pneumomediastino ou pneumotórax. Na asma não complicada, o RX pode ser normal ou mostrar apenas sinais inespecíficos de hiperinsuflação.
A espirometria geralmente pode ser realizada de forma confiável em crianças a partir dos 5 ou 6 anos de idade, pois exige cooperação e compreensão de comandos técnicos. Em crianças menores, o diagnóstico é essencialmente clínico, baseado na recorrência dos sintomas e na resposta ao tratamento empírico.
Na espirometria, a resposta broncodilatadora positiva é definida pelo aumento do Volume Expiratório Forçado no primeiro segundo (VEF1) de pelo menos 12% em relação ao valor pré-broncodilatador, acompanhado de um aumento absoluto de pelo menos 200 ml (em adultos e crianças maiores). Em pediatria, o foco principal é o ganho percentual no VEF1.
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