UNIGRANRIO - Universidade do Grande Rio (RJ) — Prova 2015
Paciente de cinco anos tem seu diagnóstico clinico laboratorial de asma confirmado. A criança em questão apresenta reação de hipersensibilidade do tipo:
Asma = Reação de hipersensibilidade Tipo I, mediada por IgE e mastócitos.
A asma brônquica é classicamente uma doença alérgica, caracterizada por uma reação de hipersensibilidade do tipo I. Esta reação é mediada por anticorpos IgE que se ligam a mastócitos e basófilos, liberando mediadores inflamatórios após a exposição a alérgenos.
A asma brônquica é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, caracterizada por hiperresponsividade brônquica e obstrução variável do fluxo aéreo, frequentemente reversível espontaneamente ou com tratamento. Em crianças, a asma alérgica é a forma mais comum, e sua fisiopatologia central envolve uma reação de hipersensibilidade do tipo I, também conhecida como reação anafilática ou imediata. Esta condição afeta milhões de crianças globalmente, sendo uma das doenças crônicas mais prevalentes na infância. A hipersensibilidade Tipo I é mediada por anticorpos da classe IgE. Quando um indivíduo atópico é exposto a um alérgeno (como pólen, ácaros ou pelos de animais), seu sistema imune produz IgE específica para esse alérgeno. Essas moléculas de IgE se ligam a receptores de alta afinidade presentes na superfície de mastócitos e basófilos. Em uma reexposição ao mesmo alérgeno, este se liga às IgE pré-formadas, ativando essas células e desencadeando a liberação rápida de potentes mediadores inflamatórios, como histamina, leucotrienos e prostaglandinas. Esses mediadores causam broncoconstrição, edema da mucosa e aumento da produção de muco, resultando nos sintomas clássicos da asma. Para residentes e estudantes, é crucial entender que, embora a asma tenha um componente inflamatório crônico complexo envolvendo diversas células (eosinófilos, linfócitos T), o gatilho alérgico e a resposta imediata são classicamente do tipo I. O diagnóstico envolve a história clínica, exame físico e, em alguns casos, testes de função pulmonar e testes alérgicos. O tratamento visa controlar a inflamação e a broncoconstrição, utilizando broncodilatadores e corticosteroides inalatórios, além de evitar os alérgenos desencadeantes.
A IgE é fundamental na asma alérgica. Após a exposição a um alérgeno, a IgE se liga a receptores em mastócitos e basófilos, que, em uma reexposição, liberam mediadores inflamatórios como histamina e leucotrienos, causando broncoconstrição e inflamação.
Os principais mediadores incluem histamina, leucotrienos, prostaglandinas, triptase e citocinas. Estes atuam causando broncoconstrição, aumento da permeabilidade vascular e recrutamento de outras células inflamatórias.
A atopia é a predisposição genética para desenvolver reações de hipersensibilidade Tipo I, como asma, rinite alérgica e dermatite atópica. Indivíduos atópicos produzem mais IgE em resposta a alérgenos comuns.
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