Diagnóstico de Asma: Critérios de Reversibilidade na Espirometria

PSU-AL - Processo Seletivo Unificado de Alagoas — Prova 2020

Enunciado

Mulher, 19 anos de idade, procura a UBS por quadro de ""chiado no peito"" desde a infância, com piora nos últimos meses. Refere tosse seca e ""chiado"" cerca de 2 a 3 vezes por semana, precisando fazer uso de salbutamol. Acorda à noite com dispneia, cerca de uma vez por semana. Nega outras comorbidades e uso de outras medicações. Exame físico sem alterações no momento da consulta. Traz espirometria de 2 anos atrás, com diagnóstico de asma brônquica. Indique o achado da espirometria trazida que mais provavelmente contribuiu para o diagnóstico de asma nesse caso.

Alternativas

  1. A) VEF1 12% acima do valor basal, após a prova broncodilatadora.
  2. B)  VEF1 acima de 80%, após a prova broncodilatadora.
  3. C) VEF1/CVF abaixo de 0,7, após prova a broncodilatadora.
  4. D) VEF1 7% abaixo do valor basal, após a prova broncoconstritora.

Pérola Clínica

Diagnóstico de Asma → ↑VEF1 > 12% E > 200ml após broncodilatador na espirometria.

Resumo-Chave

A asma é definida por limitação variável do fluxo aéreo; a reversibilidade significativa com broncodilatador confirma a característica fisiopatológica da doença.

Contexto Educacional

O diagnóstico de asma brônquica é predominantemente clínico, mas a confirmação objetiva da limitação variável do fluxo aéreo é recomendada pelas diretrizes do GINA (Global Initiative for Asthma). A espirometria com prova broncodilatadora é o exame de escolha para demonstrar essa variação. No caso clínico apresentado, a paciente possui sintomas típicos (chiado, tosse, despertar noturno) e o achado espirométrico de aumento do VEF1 em 12% acima do basal após broncodilatador é o marcador mais provável de confirmação diagnóstica. É importante notar que a asma é uma doença inflamatória crônica, e a espirometria ajuda não apenas no diagnóstico, mas também na classificação da gravidade e no acompanhamento da resposta ao tratamento com corticoides inalatórios.

Perguntas Frequentes

Qual o critério de reversibilidade diagnóstica na espirometria?

O critério clássico para confirmar asma em adultos é um aumento no VEF1 (Volume Expiratório Forçado no primeiro segundo) de pelo menos 12% em relação ao valor basal E um aumento absoluto de pelo menos 200 mL após a administração de um broncodilatador de curta ação (como o salbutamol). Esse achado demonstra a reversibilidade da obstrução brônquica, característica central da asma.

Uma espirometria normal exclui o diagnóstico de asma?

Não. Como a asma é uma doença de sintomas episódicos e variabilidade temporal, o paciente pode apresentar uma espirometria completamente normal nos períodos intercríticos. Se a suspeita clínica for alta e a espirometria basal for normal, pode-se realizar testes de provocação brônquica (como o teste da metacolina) ou monitorização do Pico de Fluxo Expiratório (PFE) domiciliar.

O que é o índice de Tiffeneau e sua importância na asma?

O índice de Tiffeneau é a relação VEF1/CVF (Capacidade Vital Forçada). Na asma, durante as crises ou em casos persistentes, este índice encontra-se reduzido (geralmente < 0,70 ou abaixo do limite inferior da normalidade), caracterizando um distúrbio ventilatório obstrutivo. A melhora desse índice ou do VEF1 isolado após o broncodilatador é o que define a reversibilidade.

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