MedEvo Ciclo Básico — Prova 2025
Um adolescente de 15 anos, com diagnóstico de asma brônquica, apresenta-se ao pronto-atendimento com queixa de sibilância e dispneia após exposição a fumaça. Durante a avaliação da mecânica respiratória no estado agudo, observa-se que o paciente utiliza a musculatura acessória e apresenta um aumento do diâmetro anteroposterior do tórax. A espirometria revela uma alça fluxo-volume com uma concavidade característica na fase expiratória (aspecto "escavado") e um deslocamento de toda a curva para a esquerda no eixo do volume. Qual alteração fisiopatológica explica o aumento do Volume Residual (VR) e da Capacidade Pulmonar Total (CPT) observado nesse cenário?
O tórax em tonel e o aumento do Volume Residual são sinais de que o ar está tendo dificuldade para SAIR, uma marca registrada das patologias obstrutivas.
A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas caracterizada por hiperresponsividade brônquica e obstrução variável ao fluxo aéreo. Durante exacerbações agudas, o edema da mucosa, o broncoespasmo e a hipersecreção de muco reduzem drasticamente o calibre das vias aéreas, aumentando a resistência ao fluxo, especialmente durante a expiração. O mecanismo central da alteração de volumes é a limitação ao fluxo expiratório. Como o ar demora mais para sair, o paciente inicia uma nova inspiração antes de atingir o volume de equilíbrio, resultando em aprisionamento de ar (aumento do Volume Residual) e expansão compensatória do tórax (aumento da Capacidade Pulmonar Total). Esse fenômeno é conhecido como hiperinsuflação dinâmica, visível clinicamente pelo aumento do diâmetro anteroposterior do tórax. O manejo da crise asmática foca na reversão rápida da obstrução com broncodilatadores de curta ação e corticoides sistêmicos para reduzir a inflamação. O monitoramento da função pulmonar e dos sinais de fadiga muscular é crucial para evitar a insuficiência respiratória iminente, garantindo a estabilização do paciente no pronto-atendimento.
Porque, à medida que o volume pulmonar diminui durante a expiração, as vias aéreas estreitadas colapsam mais rápido, reduzindo drasticamente o fluxo de ar.
Na asma (obstrutiva), o VR aumenta. Na fibrose (restritiva), o VR diminui porque o pulmão é 'murcho' e rígido.
Não necessariamente em casos leves, mas em crises agudas ou asma crônica grave, a hiperinsuflação eleva a CPT.
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