UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2023
Paciente masculino, 34 anos de idade, queixa de dispneia e tosse seca, há mais de 3 anos, com quadro intermitente de piora dos sintomas. Piora também com mudança climática. Não consegue realizar atividade física por dispneia. Acorda várias vezes à noite pelos mesmos sintomas. Não faz uso de medicação. Nega tabagismo. Exame físico sem alterações. Apresenta o exame a seguir.Sobre esse caso, assinale a alternativa correta.
Dispneia/tosse crônica intermitente, piora climática, sintomas noturnos em jovem não tabagista → Asma. Tratamento inicial = Corticoide inalatório.
O quadro clínico de dispneia e tosse seca crônica, intermitente, com piora noturna e por fatores ambientais em um paciente jovem não tabagista, é altamente sugestivo de asma brônquica. A espirometria, embora não apresentada, tipicamente revelaria um distúrbio obstrutivo. O tratamento de primeira linha para o controle da asma é o corticoide inalatório.
A asma brônquica é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, caracterizada por hiperresponsividade brônquica e limitação variável do fluxo aéreo, que é reversível espontaneamente ou com tratamento. É uma condição comum que afeta milhões de pessoas globalmente, com prevalência crescente. O diagnóstico da asma é baseado na história clínica de sintomas respiratórios recorrentes (dispneia, sibilância, tosse, aperto no peito), que variam em intensidade e frequência, e na demonstração de limitação variável do fluxo aéreo na espirometria, com reversibilidade significativa ao broncodilatador. A ausência de tabagismo e a idade jovem no caso reforçam a hipótese de asma em detrimento de DPOC. O tratamento da asma visa controlar os sintomas e reduzir o risco de exacerbações. Os corticoides inalatórios (CI) são a terapia de controle mais eficaz, atuando na inflamação subjacente das vias aéreas. Eles devem ser iniciados precocemente na maioria dos pacientes com asma persistente, e a adesão ao tratamento é crucial para o sucesso a longo prazo, melhorando a qualidade de vida e prevenindo complicações.
Os sintomas clássicos incluem dispneia, tosse (especialmente seca e noturna), sibilância e aperto no peito, que são variáveis, intermitentes e pioram com gatilhos como exercícios, alérgenos ou mudanças climáticas ou emocionais.
A espirometria mostra um padrão obstrutivo (redução da relação VEF1/CVF) que é reversível após a administração de broncodilatador, confirmando a limitação do fluxo aéreo e sua reversibilidade, característica da asma.
Os corticoides inalatórios são a terapia anti-inflamatória fundamental para o controle da asma, reduzindo a inflamação das vias aéreas, prevenindo exacerbações e melhorando a função pulmonar a longo prazo, sendo a base do tratamento de manutenção.
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