Asma Brônquica: Diagnóstico e Importância da Espirometria

Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2015

Enunciado

Mulher, 32 anos, vem ao clínico com queixa de tosse, dispneia, sobretudo à noite ou nas primeiras horas da manhã. Relata que os sintomas são relacionados a odores fortes, exercício físico e ocorrem 2 vezes na semana. Apresentou sintomas semelhantes durante a primeira gestação há 4 anos. Considerando a principal hipótese diagnóstica, qual o exame complementar mais importante que deve ser solicitado?

Alternativas

  1. A) Espirometria.
  2. B) Polissonografia.
  3. C) Endoscopia digestiva alta.
  4. D) Tomografia de tórax.
  5. E) Eletrocardiograma.

Pérola Clínica

Asma → Tosse/dispneia noturna/matinal, desencadeada por exercício/irritantes. Espirometria é exame chave.

Resumo-Chave

A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas caracterizada por sintomas respiratórios variáveis (tosse, dispneia, sibilos, aperto no peito), frequentemente noturnos ou matinais, e desencadeados por fatores específicos. A espirometria é o exame complementar mais importante para confirmar o diagnóstico, demonstrando obstrução do fluxo aéreo reversível.

Contexto Educacional

A asma brônquica é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que afeta milhões de pessoas globalmente. Caracteriza-se por hiperresponsividade brônquica e obstrução variável e reversível do fluxo aéreo, manifestando-se clinicamente por episódios recorrentes de tosse, dispneia, sibilos e aperto no peito. Os sintomas frequentemente pioram à noite ou nas primeiras horas da manhã e podem ser desencadeados por diversos fatores, como exercício físico, alérgenos, irritantes ambientais e infecções respiratórias. O diagnóstico da asma é primariamente clínico, baseado na história de sintomas característicos e na identificação de fatores desencadeantes. No entanto, a confirmação objetiva é fundamental. A espirometria é o exame complementar mais importante, pois permite avaliar a função pulmonar e demonstrar a presença de obstrução do fluxo aéreo (redução da relação VEF1/CVF) e sua reversibilidade significativa após a inalação de um broncodilatador. A reversibilidade é um pilar diagnóstico da asma. Para residentes, a capacidade de diagnosticar e manejar a asma é essencial. Além da espirometria, outros exames como a medida do pico de fluxo expiratório (PFE) podem ser úteis no monitoramento. O tratamento visa controlar os sintomas, prevenir exacerbações e manter a função pulmonar, utilizando broncodilatadores de resgate e corticosteroides inalatórios como terapia de controle. Um diagnóstico preciso e um plano de manejo individualizado são cruciais para melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas típicos da asma?

Os sintomas típicos da asma incluem tosse (especialmente noturna), dispneia (falta de ar), sibilos (chiado no peito) e aperto no peito. Eles são variáveis, recorrentes e podem piorar à noite ou nas primeiras horas da manhã.

Por que a espirometria é o exame mais importante para o diagnóstico de asma?

A espirometria é crucial porque mede a função pulmonar e pode demonstrar a obstrução do fluxo aéreo (redução do VEF1/CVF) e sua reversibilidade após a administração de um broncodilatador, confirmando o diagnóstico de asma.

Quais fatores podem desencadear crises asmáticas?

Fatores comuns incluem alérgenos (ácaros, pólen), irritantes (fumaça, odores fortes), exercício físico, infecções respiratórias virais, mudanças climáticas, estresse e alguns medicamentos.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo