Manejo da Asma Persistente Leve: Corticoterapia Inalatória

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2014

Enunciado

Um paciente com 15 anos de idade é trazido pela mãe à consulta médica na Unidade Básica de Saúde, pois há oito meses vem apresentando episódios de falta de ar de duas a três vezes por semana, ocasionalmente acordando à noite (2 vezes/mês). As crises são relatadas como de leve intensidade. Nunca precisou ser levado ao Serviço de Urgência. No entanto, chegou a faltar à escola três vezes nesse semestre devido às queixas. Trouxe resultado de espirometria solicitada na consulta anterior, demonstrando padrão obstrutivo, com VEF1 > 80%, e refere resposta significativa ao broncodilatador. Além das medidas educativas e de controle ambiental, qual deve ser a terapêutica indicada?

Alternativas

  1. A) Nebulizações com fenoterol e brometo de ipratrópio até de 6/6h em caso de falta de ar.
  2. B) Associação de formoterol e budesonida, administrados por via inalatória, duas vezes ao dia.
  3. C) Beclometasona 200 mcg, inalada duas vezes ao dia, e salbutamol spray caso tenha falta de ar.
  4. D) Fluticasona 250 mcg, aplicada por via inalatória duas vezes ao dia, e salmeterol spray caso tenha crises.

Pérola Clínica

Sintomas > 2x/semana + despertar noturno → Asma Persistente Leve. Iniciar Corticoide Inalatório (CI) fixo.

Resumo-Chave

Para asma persistente leve, o tratamento de manutenção com corticoide inalatório (ex: beclometasona) é essencial para controlar a inflamação e reduzir o risco de exacerbações.

Contexto Educacional

A asma é uma doença inflamatória crônica caracterizada por hiperresponsividade das vias aéreas inferiores e limitação variável ao fluxo aéreo. O manejo moderno, guiado pelo GINA, enfatiza que mesmo pacientes com sintomas leves correm risco de exacerbações fatais se utilizarem apenas SABA. Neste caso, a introdução de beclometasona 200 mcg (dose baixa) visa o controle clínico. É fundamental orientar o paciente sobre a técnica inalatória correta e a diferença entre a medicação de controle (corticoide) e a de alívio (salbutamol), além de implementar medidas de controle ambiental.

Perguntas Frequentes

Como classificar a asma deste paciente?

O paciente apresenta sintomas diurnos > 2x/semana e despertares noturnos (2x/mês), o que o classifica como Asma Persistente Leve. O VEF1 > 80% corrobora que a obstrução não é grave, mas a frequência dos sintomas exige tratamento de manutenção.

Qual a primeira linha de tratamento para asma persistente leve?

A primeira linha é o uso de corticoide inalatório (CI) em baixa dose de forma contínua (como beclometasona ou budesonida), associado a um broncodilatador de curta duração (SABA) para alívio dos sintomas (resgate).

Qual a importância do corticoide inalatório?

O corticoide inalatório atua na fisiopatologia da asma, reduzindo a inflamação das vias aéreas, a hiperresponsividade brônquica e o risco de crises graves, internações e remodelamento pulmonar.

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