HAS - Hospital Adventista Silvestre (RJ) — Prova 2025
Homem, 37 anos, procura atendimento na Unidade Básica Saúde com queixa de tosse e chiado no peito. Estes episódios ocorrem de 4 a 5 vezes por semana, nos últimos 3 meses, não relacionados aos exercícios. Durante as crises, tem melhora com o uso de salbutamol. Antecedentes pessoais: asma, em uso de budesonida inalatória diariamente. Exame físico = 36,4°C, FR=16irpm, Oximetria de pulso = 96% (ar ambiente). Pulmões: murmúrio vesicular presente bilateralmente com sibilos expiratórios. A conduta é:
Asma não controlada com corticoide inalatório diário → associar LABA (Formoterol) para controle.
O paciente apresenta asma persistente, com sintomas frequentes (4-5x/semana) apesar do uso diário de corticoide inalatório (budesonida). Isso indica asma não controlada, e a próxima etapa no tratamento, conforme as diretrizes, é adicionar um broncodilatador de longa ação (LABA), como o formoterol.
A asma brônquica é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, caracterizada por hiperresponsividade brônquica e obstrução variável do fluxo aéreo. O tratamento visa controlar os sintomas, prevenir exacerbações e manter a função pulmonar. As diretrizes globais, como a GINA (Global Initiative for Asthma), preconizam uma abordagem escalonada, começando com corticoide inalatório (CI) em baixa dose para a maioria dos pacientes com asma persistente. No caso apresentado, o paciente já utiliza budesonida inalatória diariamente, mas ainda apresenta sintomas frequentes (4-5 vezes por semana), indicando que sua asma não está controlada. De acordo com as diretrizes GINA, a próxima etapa no tratamento da asma não controlada em pacientes já em uso de CI de baixa dose é a adição de um beta-2 agonista de longa ação (LABA), como o formoterol. A combinação de CI e LABA em um único inalador é a terapia preferencial para a maioria dos pacientes com asma persistente moderada. A associação de formoterol (LABA) à budesonida (CI) proporciona um controle superior dos sintomas e uma redução das exacerbações em comparação com o aumento da dose do CI isoladamente. É crucial para residentes entenderem a importância da adesão às diretrizes de tratamento da asma para otimizar o controle da doença e melhorar a qualidade de vida dos pacientes, evitando erros como a prescrição de antibióticos para exacerbações não infecciosas ou o uso precoce de corticoides orais.
A asma é considerada não controlada se o paciente apresenta sintomas diurnos mais de duas vezes por semana, despertares noturnos por asma, uso de medicação de resgate mais de duas vezes por semana, ou limitação de atividades devido à asma.
O formoterol é um beta-2 agonista de longa ação (LABA) que, quando associado a um corticoide inalatório (como a budesonida), melhora o controle da asma, reduzindo a frequência e a intensidade dos sintomas e exacerbações, conforme as diretrizes GINA.
As alternativas dependem do nível de controle e da gravidade. Após a associação de CI/LABA, pode-se considerar aumentar a dose do CI, adicionar um antagonista de receptor de leucotrienos, ou em casos graves, terapias biológicas.
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