INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2013
Menino com 12 anos de idade comparece para consulta em Unidade Básica de Saúde acompanhado pela mãe. Tem história de asma brônquica. Há dois meses vem apresentando tosse noturna diária, incapacidade de jogar bola e crises de falta de ar pelo menos uma vez ao mês. No exame físico não apresenta alterações na ausculta pulmonar. Atualmente está sem medicação. Qual o tratamento preconizado para esse paciente?
Sintomas noturnos + limitação de atividade = Asma persistente → Corticoide inalatório contínuo.
O tratamento da asma persistente em crianças baseia-se no uso de corticoides inalatórios para controle inflamatório, associados a broncodilatadores de curta ação apenas para alívio.
A asma é uma doença inflamatória crônica. Em adolescentes com sintomas frequentes, o objetivo é atingir o controle clínico e reduzir riscos futuros. O tratamento de escolha inicial para asma persistente é o corticoide inalatório em dose baixa (Etapa 2). O uso de SABA (como salbutamol) deve ser restrito ao alívio de sintomas. A educação do paciente sobre a técnica inalatória e a adesão ao tratamento de manutenção são pilares fundamentais para o sucesso terapêutico.
O paciente apresenta sintomas noturnos diários e limitação de atividades físicas (incapacidade de jogar bola), o que o classifica como asma persistente (moderada a grave dependendo da frequência das crises). Segundo o GINA, a presença de sintomas noturnos mais de uma vez por semana já indica a necessidade de tratamento de manutenção (Etapa 2 ou superior).
O CI é a base do tratamento da asma persistente. Ele atua reduzindo a inflamação crônica das vias aéreas, a hiperresponsividade brônquica e a frequência de exacerbações. Diferente dos broncodilatadores, seu efeito é preventivo e deve ser usado de forma contínua, mesmo na ausência de sintomas agudos.
Não. O uso de beta-2 agonistas de ação longa (LABA) sem a associação de um corticoide inalatório é contraindicado no tratamento da asma, pois pode mascarar a inflamação subjacente e está associado a um aumento do risco de crises fatais.
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