ENARE/ENAMED — Prova 2022
Sobre a asma, é correto afirmar que
Asma: base do tratamento = corticoide inalatório (ICS) para controle da inflamação.
O corticoide inalatório é a pedra angular do tratamento da asma, atuando no controle da inflamação crônica das vias aéreas, que é a característica fisiopatológica central da doença. Seu uso regular é fundamental para prevenir exacerbações e manter o controle da doença.
A asma é uma doença heterogênea, geralmente caracterizada por inflamação crônica das vias aéreas, que se manifesta por sintomas respiratórios como sibilância, dispneia, aperto no peito e tosse, variáveis no tempo e intensidade, e por limitação variável do fluxo aéreo. É uma das doenças crônicas mais comuns em crianças e adultos, com impacto significativo na qualidade de vida e nos sistemas de saúde. A fisiopatologia envolve uma complexa interação entre fatores genéticos e ambientais, levando à inflamação eosinofílica ou neutrofílica, remodelamento das vias aéreas e hiperresponsividade brônquica. O diagnóstico da asma é clínico, baseado nos sintomas e na demonstração de limitação variável do fluxo aéreo, geralmente por espirometria com teste broncodilatador. É crucial identificar e controlar os fatores desencadeantes, como alérgenos, irritantes, infecções respiratórias e tabagismo. O manejo adequado da asma visa alcançar e manter o controle dos sintomas, prevenir exacerbações e preservar a função pulmonar. A base do tratamento medicamentoso da asma é o uso regular de corticoides inalatórios (CI), que atuam diretamente na inflamação das vias aéreas. Eles são frequentemente combinados com broncodilatadores de longa ação (LABA) em esquemas de tratamento escalonado, conforme a gravidade e o controle da doença. A escolha do dispositivo inalatório e a técnica de inalação são cruciais para a eficácia do tratamento. Anti-inflamatórios não hormonais (AINH) são contraindicados em pacientes com asma sensível a AINH, e não são indicados para tratamento de asma refratária.
O corticoide inalatório (CI) é o principal medicamento de controle da asma, agindo diretamente na inflamação crônica das vias aéreas, que é a base da doença. Ele reduz a hiperresponsividade brônquica e previne exacerbações.
O tabagismo, ativo ou passivo, é um importante fator de risco para o desenvolvimento e agravamento da asma, contribuindo para a inflamação das vias aéreas, reduzindo a resposta aos corticoides e aumentando a frequência e gravidade das exacerbações.
O manejo da asma inclui a educação do paciente, identificação e controle de fatores desencadeantes, tratamento medicamentoso com corticoides inalatórios como base, broncodilatadores de curta e longa ação, e acompanhamento regular para ajuste terapêutico.
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