SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2021
Mulher de 22 anos com asma brônquica desde a infância, sem manifestações clínicas e medicação há vários anos, inicia crises diárias de broncoespasmo, inclusive durante a madrugada, que apresentam boa melhora com beta 2-agonista de curta duração. A tosse é persistente, incomodando muito a paciente, que nega febre, secreção amarelada e apresenta bom estado geral. O médico opta pela troca para um beta 2- agonista de longa duração, o que implica em associação quase obrigatória de:
LABA para asma → SEMPRE associar com corticoide inalatório (ICS) para evitar eventos adversos graves.
Beta 2-agonistas de longa duração (LABA) nunca devem ser usados em monoterapia para asma devido ao risco de eventos adversos graves, incluindo morte. Eles devem ser sempre combinados com corticosteroides inalatórios (ICS) para controle da inflamação subjacente.
A asma brônquica é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, caracterizada por hiperresponsividade brônquica e obstrução variável do fluxo aéreo, frequentemente reversível espontaneamente ou com tratamento. O manejo da asma visa controlar os sintomas, prevenir exacerbações e manter a função pulmonar, melhorando a qualidade de vida do paciente. A classificação da asma e a escolha do tratamento são guiadas por diretrizes internacionais, como a GINA (Global Initiative for Asthma). A paciente do enunciado apresenta um quadro de asma persistente, com crises diárias e noturnas, indicando um controle inadequado da doença. Os beta 2-agonistas de curta duração (SABA) são usados para alívio rápido dos sintomas, mas não controlam a inflamação subjacente. Os beta 2-agonistas de longa duração (LABA), como formoterol ou salmeterol, promovem broncodilatação prolongada, mas, por si só, não tratam a inflamação. É um ponto CRÍTICO na pneumologia que os LABAs NUNCA devem ser usados em monoterapia para o tratamento da asma devido ao risco de eventos adversos graves, incluindo aumento da mortalidade. Eles devem ser sempre associados a um corticoide inalatório (ICS), que é a medicação controladora mais eficaz para a inflamação asmática. A combinação LABA/ICS é a terapia de escolha para pacientes com asma persistente não controlada apenas com ICS, proporcionando tanto o controle da inflamação quanto a broncodilatação prolongada, otimizando o manejo da doença e reduzindo o risco de exacerbações.
LABA não deve ser usado em monoterapia na asma porque trata apenas o broncoespasmo, mas não a inflamação subjacente, o que pode mascarar a gravidade da doença e aumentar o risco de exacerbações graves e morte.
O corticoide inalatório (ICS) é a base do tratamento da asma persistente, pois atua controlando a inflamação crônica das vias aéreas, reduzindo a hiperresponsividade brônquica e prevenindo exacerbações.
A terapia combinada LABA/ICS é indicada para pacientes com asma persistente que não atingem o controle adequado apenas com ICS em dose baixa ou moderada, ou para aqueles com sintomas noturnos ou diários frequentes.
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