UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2015
M.F.S., 3 anos de idade, chega a urgência apresentando dispneia moderada e tosse seca espástica. Mãe informa ser a segunda vez no mesmo mês que apresenta este quadro e que piora muito à noite. Nega uso de medicações. Ao exame: pálida, hidratada limítrofe, dispneica com uso de musculatura acessória. Ausculta pulmonar com sibilos disseminados e murmúrio vesicular diminuído globalmente. A hipótese diagnóstica e abordagem terapêutica inicial neste caso são:
Asma aguda pediátrica: Avaliar rapidamente, O2 se SatO2 < 94%, B2 curta ação inalatório (até 3x/20min), Corticoide oral.
A apresentação clínica de dispneia, tosse espástica e sibilos disseminados em uma criança de 3 anos, com recorrência e piora noturna, é altamente sugestiva de asma aguda. A abordagem inicial foca em avaliação rápida, oxigenação se necessário, broncodilatadores de curta ação e corticosteroides para reduzir a inflamação.
A asma aguda em crianças é uma condição respiratória comum e potencialmente grave, caracterizada por broncoespasmo, inflamação das vias aéreas e hipersecreção de muco. A epidemiologia mostra que é uma das principais causas de visitas a emergências pediátricas. O reconhecimento precoce e o manejo adequado são cruciais para prevenir a progressão da doença e complicações. A história de episódios recorrentes de dispneia e tosse, especialmente com piora noturna, é um forte indicativo. A fisiopatologia da asma envolve uma resposta inflamatória crônica das vias aéreas, que se exacerba durante as crises. O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas e achados do exame físico, como sibilos disseminados e uso de musculatura acessória. É importante diferenciar de outras causas de sibilância em crianças, como bronquiolite (mais comum em lactentes e geralmente viral) ou aspiração de corpo estranho. A oximetria de pulso é um parâmetro essencial para avaliar a gravidade e a necessidade de oxigenoterapia. O tratamento inicial da asma aguda visa reverter o broncoespasmo e controlar a inflamação. Isso inclui a administração de oxigênio se a saturação for inferior a 94%, broncodilatadores beta-2 agonistas de curta ação (como o salbutamol) por via inalatória, que podem ser repetidos a cada 20 minutos por até 3 doses, e corticosteroides sistêmicos (geralmente orais) para reduzir a inflamação subjacente. A monitorização contínua da resposta ao tratamento é fundamental para decidir sobre a necessidade de internação ou alta.
Os sinais incluem dispneia, tosse (muitas vezes seca e espástica), sibilos audíveis à ausculta pulmonar, uso de musculatura acessória, taquipneia e, em casos graves, cianose e alteração do nível de consciência. A piora noturna é um achado comum.
A conduta inicial envolve avaliação rápida da gravidade, administração de oxigênio se saturação de O2 < 94%, broncodilatadores beta-2 agonistas de curta ação inalatórios (salbutamol) em doses repetidas (até 3 vezes com intervalo de 20 minutos) e corticosteroides sistêmicos (oral ou IV) para reduzir a inflamação.
A internação deve ser considerada em casos de asma grave, resposta inadequada ao tratamento inicial, sinais de fadiga respiratória, hipoxemia persistente, história de asma grave prévia ou dificuldade de acesso a cuidados de saúde após a alta.
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