Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2017
A asma é um reconhecido problema de saúde pública, mesmo com a implementação de programas públicos de prevenção à doença. Quanto ao tratamento da asma aguda na infância, assinale a alternativa CORRETA.
Asma aguda infantil: atraso corticosteroide = ↑ risco óbito.
O uso precoce de corticosteroides sistêmicos na crise asmática aguda em crianças é fundamental para reduzir a inflamação brônquica, prevenir a progressão da doença e diminuir o risco de desfechos graves, incluindo o óbito.
A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que afeta milhões de crianças globalmente, sendo uma das principais causas de hospitalização pediátrica. O manejo adequado da crise asmática aguda é crucial para prevenir a morbidade e mortalidade. O tratamento envolve uma abordagem escalonada, com broncodilatadores de curta ação e corticosteroides sistêmicos como pilares. Os beta-2 agonistas de curta duração (SABA) são a terapia de resgate inicial, proporcionando alívio rápido da broncoconstrição. No entanto, o componente inflamatório da asma requer a intervenção com corticosteroides sistêmicos, que devem ser administrados precocemente em crises moderadas a graves. O atraso na introdução do corticosteroide é um fator de risco bem estabelecido para a piora do quadro e desfechos desfavoráveis, incluindo o óbito. Para residentes, é fundamental reconhecer a gravidade da crise asmática e iniciar o tratamento adequado sem demora. Isso inclui a avaliação da saturação de oxigênio e a administração de oxigênio suplementar se houver hipoxemia, além de garantir hidratação adequada sem hiper-hidratação. A educação dos pais e a elaboração de um plano de ação para a asma são igualmente importantes para o manejo a longo prazo.
Os beta-2 agonistas de curta duração (SABA), como o salbutamol, são a primeira linha no tratamento da asma aguda, promovendo broncodilatação rápida e alívio dos sintomas. Devem ser usados em todas as idades, conforme a necessidade.
O corticosteroide sistêmico atua reduzindo a inflamação das vias aéreas, que é a base da asma. Sua administração precoce previne a progressão da crise, diminui a necessidade de hospitalização e o risco de desfechos adversos.
A oxigenoterapia é indicada para pacientes com asma aguda que apresentam hipoxemia, geralmente definida por saturação de oxigênio abaixo de 92-94% em ar ambiente, visando manter a saturação acima de 95%.
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