Classificação de Gravidade da Crise Asmática (GINA)

IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2017

Enunciado

Menina de 6 anos, com antecedente de asma, sem uso de profilaxia, dá entrada no pronto-socorro com quadro de falta de ar há 6 horas. Os sintomas iniciaram após a criança ter ajudado a avó a arrumar um armário de roupas antigas. À entrada, a criança se encontra alerta, com FR = 40 ipm, apresentando tiragens de fúrcula e intercostal, fala entrecortada e saturação de 89% em ar ambiente. Na ausculta pulmonar, são identificados sibilos expiratórios difusos. De acordo com a classificação de gravidade do Global Initiative for Asthma (GINA), a crise asmática dessa paciente é classificada como

Alternativas

  1. A)  muito leve. 
  2. B) leve. 
  3. C) moderada. 
  4. D) grave. 
  5. E) muito grave.

Pérola Clínica

SatO2 < 90% + fala entrecortada + uso de musculatura acessória = Crise Asmática Grave.

Resumo-Chave

A classificação da gravidade da crise asmática no GINA baseia-se em sinais clínicos e oximetria; a presença de fala entrecortada e saturação < 90% define o quadro como grave.

Contexto Educacional

A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas caracterizada por hiperresponsividade brônquica e limitação variável ao fluxo aéreo. Em pediatria, as crises agudas são frequentemente desencadeadas por infecções virais ou exposição a alérgenos, como no caso clínico apresentado (poeira de roupas antigas). A avaliação rápida da gravidade é crucial para reduzir a morbimortalidade. O Global Initiative for Asthma (GINA) fornece diretrizes anuais para o manejo. A identificação de sinais de esforço respiratório (tiragens) e a monitorização da oximetria de pulso são os pilares da triagem no pronto-socorro. Pacientes com saturação abaixo de 90% ou sinais de exaustão devem ser manejados em ambiente de monitorização contínua devido ao risco de insuficiência respiratória aguda.

Perguntas Frequentes

Quais os sinais de crise asmática grave na criança?

Os sinais de gravidade incluem fala entrecortada (incapacidade de completar frases), frequência respiratória elevada (taquipneia importante), uso de musculatura acessória (tiragens de fúrcula e intercostais), agitação e saturação de oxigênio em ar ambiente abaixo de 90%. Esses achados indicam a necessidade de intervenção imediata com oxigenioterapia e broncodilatadores de curta ação associados a corticoides sistêmicos.

Como o GINA classifica a gravidade da crise asmática?

O GINA classifica a crise em: Leve ou Moderada (paciente fala frases, prefere sentar a deitar, não está agitado, SatO2 90-95%); Grave (fala palavras isoladas, senta-se inclinado para frente, agitado, FR > 30, SatO2 < 90%); e Iminência de Parada Respiratória (sonolência, confusão mental ou tórax silencioso).

Qual a conduta inicial na crise asmática grave?

A conduta inicial envolve a estabilização da oxigenação (alvo 94-98% em adultos, 93-95% em crianças), administração de SABA (salbutamol) via nebulização ou spray com espaçador, brometo de ipratrópio e administração precoce de corticoide sistêmico (oral ou venoso) para reduzir a inflamação das vias aéreas.

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