SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2021
Paciente com 6 anos, apresentando histórico de rinite alérgica e dermatite atópica, inicia com tosse e sibilância há 2 horas. É atendido no pronto socorro com diagnóstico de asma aguda. Recebe salbutamol inalatório (4 vezes, em intervalos de 15 minutos), corticoide e oxigênio a 2 l/min. Ainda assim, o paciente continuava com disfunção respiratória e com saturação de oxigênio de 90%.Entre as medicações abaixo, qual pode ser considerada como alternativa MAIS adequada para esse momento?
Asma aguda refratária a salbutamol/corticoide/O2 → Sulfato de Magnésio IV é a próxima etapa.
Em crises de asma aguda que não respondem à terapia inicial com beta-2 agonistas de curta ação (salbutamol) e corticosteroides sistêmicos, o sulfato de magnésio intravenoso é uma medicação adjuvante eficaz. Ele atua como broncodilatador por relaxamento da musculatura lisa brônquica, sendo uma opção segura e recomendada em casos de asma grave ou refratária.
A asma aguda é uma das emergências pediátricas mais comuns, caracterizada por broncoespasmo, inflamação e hipersecreção de muco, levando a desconforto respiratório. O manejo inicial padrão inclui a administração de beta-2 agonistas de curta ação (como salbutamol) por via inalatória, corticosteroides sistêmicos para reduzir a inflamação e oxigenoterapia para manter a saturação adequada. No entanto, uma parcela dos pacientes, especialmente aqueles com asma grave ou histórico de exacerbações frequentes, pode não responder a essa terapia inicial, evoluindo para um quadro de asma aguda refratária ou status asthmaticus. Nesses casos de asma refratária, é fundamental escalar o tratamento. O sulfato de magnésio intravenoso é uma medicação adjuvante bem estabelecida e recomendada pelas diretrizes. Ele atua como um broncodilatador potente, relaxando a musculatura lisa brônquica, e possui propriedades anti-inflamatórias. Sua administração deve ser feita com cautela, monitorando-se os sinais vitais e a resposta clínica. Outras opções para asma refratária incluem a adrenalina (em casos específicos, como anafilaxia associada), aminofilina (menos utilizada atualmente devido ao perfil de efeitos adversos) e, em situações extremas, intubação e ventilação mecânica. Para o residente, é crucial reconhecer os sinais de falha da terapia inicial e saber quando e como introduzir terapias adjuvantes como o sulfato de magnésio. A avaliação contínua da gravidade da crise, a resposta ao tratamento e a prevenção de complicações são pilares do manejo da asma aguda, sendo um tema de alta relevância em pronto-socorro pediátrico e em provas de residência.
O sulfato de magnésio IV é indicado em crises de asma aguda grave ou moderada a grave que não respondem adequadamente à terapia inicial com beta-2 agonistas inalatórios e corticosteroides sistêmicos, especialmente em pacientes com saturação de oxigênio persistentemente baixa ou sinais de disfunção respiratória.
O sulfato de magnésio atua como um broncodilatador por múltiplos mecanismos, incluindo o relaxamento da musculatura lisa brônquica, inibição da liberação de histamina, redução da inflamação e antagonismo do cálcio, que é importante na contração muscular.
Os principais efeitos adversos incluem hipotensão, rubor facial, náuseas e, em doses elevadas, depressão respiratória e arritmias cardíacas. A monitorização deve incluir pressão arterial, frequência cardíaca, frequência respiratória e reflexos tendinosos profundos, além da saturação de oxigênio.
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