FJG - Fundação João Goulart / SMS Rio de Janeiro — Prova 2020
São diagnósticos diferenciais de asma no adulto:
Asma no adulto: diferenciar de disfunção cordas vocais e DRGE, que podem mimetizar ou exacerbar sintomas.
No adulto, a asma pode ser mimetizada ou agravada por diversas condições. A disfunção das cordas vocais (DCV) pode causar dispneia e sibilância, enquanto a doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) pode induzir broncoespasmo reflexo ou tosse crônica, sendo importantes diagnósticos diferenciais.
O diagnóstico de asma no adulto pode ser desafiador devido à sobreposição de sintomas com outras condições respiratórias e sistêmicas. É crucial que o clínico esteja atento a um amplo espectro de diagnósticos diferenciais para evitar tratamentos inadequados e atrasos no manejo correto. Entre os mais relevantes estão a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), especialmente em tabagistas, a insuficiência cardíaca, que pode causar dispneia e sibilância, e as bronquiectasias. Além das causas pulmonares, condições extrapulmonares são frequentemente negligenciadas. A disfunção das cordas vocais (DCV), também conhecida como disfunção laríngea paradoxal, é uma condição em que as cordas vocais se aduzem paradoxalmente durante a inspiração, causando estridor, dispneia e sibilância que podem ser confundidos com asma refratária. O diagnóstico é feito por laringoscopia. A doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) é outro diferencial importante, pois o refluxo ácido pode desencadear broncoespasmo reflexo ou tosse crônica, mimetizando ou agravando a asma. A abordagem diagnóstica deve incluir uma história clínica detalhada, exame físico completo, espirometria com teste broncodilatador e, se necessário, exames complementares como radiografia de tórax, tomografia computadorizada, pHmetria esofágica ou laringoscopia. A identificação correta dos diagnósticos diferenciais é essencial para instituir a terapia mais eficaz e melhorar a qualidade de vida do paciente.
Os principais diagnósticos diferenciais incluem DPOC, insuficiência cardíaca, bronquiectasias, embolia pulmonar, disfunção das cordas vocais e doença do refluxo gastroesofágico.
A disfunção das cordas vocais pode causar dispneia, estridor e sibilância, que podem ser confundidos com broncoespasmo. A laringoscopia é essencial para o diagnóstico.
A DRGE pode exacerbar a asma através de microaspirações ou reflexo vagal, ou pode ser a causa primária de tosse crônica e sibilância, mimetizando a asma.
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