UFCG/HUAC - Hospital Universitário Alcides Carneiro - Campina Grande (PB) — Prova 2020
Recém-nascido de parto cesárea de urgência por sofrimento fetal agudo na 42ª semana de gestação, líquido amniótico meconial, reanimado em sala de parto com VPP entubado, massagem cardíaca e adrenalina endovenosa (Apgar 1/3) e transferido para UTI neonatal para suporte ventilatório e hidroeletrolítico. Sobre este caso é correto afirmar:
Asfixia perinatal + líquido meconial → alto risco de SAM e HPPN, com morbimortalidade elevada.
Recém-nascidos com asfixia perinatal e aspiração de mecônio estão sob alto risco de desenvolver Síndrome de Aspiração Meconial (SAM) e, consequentemente, Hipertensão Pulmonar Persistente do Recém-Nascido (HPPN), uma condição grave que exige manejo intensivo e pode levar a sequelas neurológicas e óbito.
A asfixia perinatal é uma condição grave que ocorre quando há privação de oxigênio e/ou perfusão sanguínea inadequada para o feto ou recém-nascido, podendo levar a danos em múltiplos órgãos. Sua incidência é maior em gestações pós-termo e em casos de sofrimento fetal agudo, sendo uma das principais causas de morbimortalidade neonatal. O líquido amniótico meconial, especialmente em RN não vigorosos, aumenta o risco de Síndrome de Aspiração Meconial (SAM). A SAM é caracterizada pela aspiração de mecônio para as vias aéreas, causando obstrução, pneumonite química, inativação do surfactante e infecção secundária. Uma das complicações mais temidas da SAM e da asfixia perinatal é a Hipertensão Pulmonar Persistente do Recém-Nascido (HPPN), onde os vasos pulmonares permanecem contraídos, impedindo a adequada oxigenação sanguínea. A HPPN é uma emergência médica que requer manejo intensivo, incluindo ventilação mecânica, óxido nítrico inalatório e, em casos refratários, ECMO. O diagnóstico e manejo precoce da asfixia perinatal e suas complicações são cruciais. A reanimação neonatal adequada, o suporte ventilatório e hidroeletrolítico, e a monitorização rigorosa são fundamentais. A antibioticoterapia empírica deve ser considerada em casos de suspeita de sepse, e a nutrição enteral mínima deve ser introduzida com cautela, avaliando a estabilidade hemodinâmica e a função gastrointestinal do neonato.
Fatores de risco incluem sofrimento fetal agudo, gestação pós-termo, líquido amniótico meconial, pré-eclâmpsia e descolamento prematuro de placenta.
A SAM pode causar obstrução de vias aéreas, pneumonite química e inativação do surfactante, levando à hipoxemia e acidose, que são potentes vasoconstritores pulmonares, resultando em HPPN.
A reanimação segue os passos habituais, com atenção à aspiração de vias aéreas se houver obstrução e suporte ventilatório. A intubação e ventilação com pressão positiva são indicadas para RN não vigorosos.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo