UDI Hospital - Hospital UDI São Luís (MA) — Prova 2020
A asfixia perinatal é um problema de saúde que afeta milhares de recém-nascidos, sendo importante o conhecimento dos critérios diagnósticos para sua condução. Os critérios da Academia Americana de Pediatra são usados para definição de caso. Selecione a opção correta quanto a sua definição:
Asfixia perinatal = pH artéria umbilical < 7,0 + Apgar 0-3 (5 min) + disfunção multissistêmica + neurológica.
Os critérios da Academia Americana de Pediatria para asfixia perinatal incluem acidemia metabólica grave (pH da artéria umbilical < 7,0), Apgar entre 0-3 no quinto minuto de vida, e evidência de disfunção neurológica e/ou de múltiplos órgãos. A combinação desses fatores é essencial para o diagnóstico, refletindo o impacto sistêmico da hipóxia-isquemia.
A asfixia perinatal é uma condição grave que ocorre quando há uma privação de oxigênio e/ou fluxo sanguíneo adequado para o feto ou recém-nascido durante o período periparto, resultando em hipóxia e isquemia. É um problema de saúde global, com alta morbidade e mortalidade, sendo uma das principais causas de lesão cerebral em recém-nascidos. O diagnóstico preciso é fundamental para o manejo e prognóstico. Para padronizar o diagnóstico, a Academia Americana de Pediatria (AAP) e o Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas (ACOG) estabeleceram critérios rigorosos. Estes incluem: 1) evidência de acidemia metabólica ou mista profunda (pH da artéria umbilical < 7,0); 2) Apgar entre 0 e 3 por mais de 5 minutos; 3) evidência de disfunção de múltiplos órgãos (cardiovascular, respiratório, gastrointestinal, renal, hematológico); e 4) manifestações neurológicas (convulsões, coma, hipotonia). A presença de todos esses critérios é necessária para um diagnóstico definitivo de asfixia perinatal grave. O conhecimento desses critérios é essencial para residentes de pediatria, neonatologia e obstetrícia, pois permite a identificação precoce de recém-nascidos em risco e a implementação de intervenções terapêuticas, como a hipotermia terapêutica, que podem melhorar o prognóstico neurológico. A avaliação cuidadosa do estado do recém-nascido, incluindo gasometria de cordão umbilical e monitoramento de sinais de disfunção orgânica, é crucial para a condução adequada do caso.
Os principais critérios da Academia Americana de Pediatria (AAP) para asfixia perinatal incluem acidemia metabólica ou mista profunda (pH da artéria umbilical < 7,0), Apgar entre 0 e 3 por mais de 5 minutos, evidência de disfunção de múltiplos órgãos e manifestações neurológicas, como convulsões ou coma.
O pH da artéria umbilical é um indicador direto do estado ácido-base do feto no momento do nascimento, refletindo a presença e a gravidade da acidemia metabólica ou mista. Um pH < 7,0 é um marcador de acidemia grave e é um dos pilares para o diagnóstico de asfixia perinatal.
O Apgar no quinto minuto (e subsequentes) é mais preditivo de mortalidade e morbidade neurológica do que o Apgar no primeiro minuto. Um Apgar entre 0 e 3 no quinto minuto de vida, especialmente se persistente, é um critério importante para o diagnóstico de asfixia perinatal, indicando falha na recuperação da depressão neonatal.
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