HCB - Hospital de Amor de Barretos (antigo Hospital de Câncer) (SP) — Prova 2022
Qual das alternativas a seguir apresenta uma consequência da asfixia neonatal para os pulmões?
Asfixia neonatal → estresse fetal → eliminação mecônio → aspiração → Síndrome de Aspiração do Mecônio (SAM).
A asfixia neonatal é um fator de risco importante para a Síndrome de Aspiração do Mecônio (SAM). O estresse fetal induzido pela asfixia pode levar à eliminação de mecônio no líquido amniótico e, consequentemente, à sua aspiração pelo feto, causando obstrução das vias aéreas e inflamação pulmonar.
A asfixia neonatal é uma condição grave caracterizada pela privação de oxigênio e/ou perfusão sanguínea adequada para os órgãos do recém-nascido, resultando em hipóxia, hipercapnia e acidose metabólica. Sua epidemiologia está associada a fatores de risco maternos e fetais, e é uma das principais causas de morbimortalidade neonatal. A importância clínica reside no potencial de causar danos multissistêmicos, incluindo lesões neurológicas permanentes. A fisiopatologia da asfixia neonatal envolve uma cascata de eventos celulares e bioquímicos que levam à disfunção orgânica. No contexto pulmonar, o estresse fetal induzido pela asfixia pode levar à eliminação de mecônio no líquido amniótico. A aspiração desse mecônio pelo feto ou recém-nascido resulta na Síndrome de Aspiração do Mecônio (SAM), uma condição grave que causa obstrução das vias aéreas, inflamação pulmonar (pneumonite química), inativação do surfactante e, consequentemente, dificuldade respiratória. O tratamento da asfixia neonatal e suas complicações pulmonares é de suporte, visando otimizar a oxigenação e ventilação, além de medidas específicas para a SAM, como aspiração de vias aéreas e, em casos graves, ventilação mecânica e óxido nítrico inalatório para hipertensão pulmonar. O prognóstico depende da gravidade e duração da asfixia, bem como da prontidão e eficácia do tratamento.
A asfixia neonatal causa estresse fetal, que pode levar à hipóxia e acidose. Isso estimula o peristaltismo intestinal e o relaxamento do esfíncter anal, resultando na eliminação de mecônio no líquido amniótico. O feto pode então aspirar esse líquido contaminado, desenvolvendo a SAM.
A SAM pode causar obstrução das vias aéreas, pneumonite química, inativação do surfactante, atelectasias, hiperinsuflação e, em casos graves, hipertensão pulmonar persistente do recém-nascido (HPPRN) e pneumotórax.
Outras complicações respiratórias incluem a síndrome do desconforto respiratório (SDR) devido à lesão pulmonar e disfunção do surfactante, e a hipertensão pulmonar persistente do recém-nascido (HPPRN) devido à vasoconstrição pulmonar e remodelamento vascular.
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