PSU-GO - Processo Seletivo Unificado de Goiás — Prova 2025
Paciente portador de cirrose chega ao pronto-socorro com dor abdominal há 2 dias, aumento do volume abdominal, oligúria e confusão mental. Ao exame apresenta flappings, desorientação no tempo, ascite tensa, com dor à palpação superficial e profunda, descompressão brusca negativa. Realizada paracentese onde se evidenciou, na análise do líquido ascético, os seguintes resultados: Albumina 0,9 Celularidade 740 células, com 81% de polimorfonucleares Cultura negativa. De acordo com o relato e com os resultados da análise do líquido ascítico, qual é o diagnóstico para este paciente?
Ascite neutrofílica = PMN > 250/mm³ no líquido ascítico + cultura negativa.
A ascite neutrofílica (ou ascite neutrocítica com cultura negativa) é diagnosticada em pacientes com cirrose e ascite que apresentam contagem de polimorfonucleares (PMN) no líquido ascítico superior a 250 células/mm³, mas com cultura bacteriana negativa. É uma variante da Peritonite Bacteriana Espontânea (PBE) e requer tratamento antibiótico empírico.
O tratamento da ascite neutrofílica é idêntico ao da PBE, consistindo em antibioticoterapia empírica de amplo espectro (ex: cefotaxima ou ceftriaxona) e, em alguns casos, albumina intravenosa para prevenir a síndrome hepatorrenal. A profilaxia secundária com antibióticos é indicada após o primeiro episódio. Para residentes, é vital reconhecer os sinais e sintomas, realizar a paracentese corretamente e interpretar os resultados para iniciar o tratamento adequado prontamente, impactando diretamente a sobrevida do paciente cirrótico.
O diagnóstico de ascite neutrofílica requer a presença de mais de 250 polimorfonucleares (PMN) por mm³ no líquido ascítico, na ausência de uma fonte secundária de infecção intra-abdominal e com cultura bacteriana negativa do líquido ascítico.
A principal diferença é a cultura do líquido ascítico. Na PBE clássica, a cultura é positiva, enquanto na ascite neutrofílica, a cultura é negativa. Ambos os quadros, no entanto, são tratados de forma semelhante devido ao risco de infecção.
A conduta inicial inclui a realização de paracentese diagnóstica e, se os critérios de PMN > 250/mm³ forem preenchidos, iniciar antibioticoterapia empírica de amplo espectro, geralmente com cefalosporinas de terceira geração, enquanto se aguardam os resultados da cultura.
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