UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2023
Em relação à ascite na cirrose hepática, assinale a alternativa correta.
GASA > 1,1 g/dL = ascite por hipertensão portal (cirrose, ICC); GASA < 1,1 g/dL = outras causas.
O Gradiente de Albumina Soro-Ascite (GASA) é o método mais preciso para diferenciar ascite por hipertensão portal de outras causas. Um GASA ≥ 1,1 g/dL indica hipertensão portal, sendo a cirrose a causa mais comum.
A ascite é a complicação mais comum da cirrose hepática, ocorrendo em cerca de 50% dos pacientes em 10 anos. Sua presença indica um estágio avançado da doença hepática e está associada a um pior prognóstico. O manejo adequado da ascite é fundamental para melhorar a qualidade de vida e prevenir complicações graves, como a peritonite bacteriana espontânea (PBE). A fisiopatologia da ascite cirrótica envolve a hipertensão portal, que leva à vasodilatação esplâncnica e subsequente ativação do sistema renina-angiotensina-aldosterona e do sistema nervoso simpático, resultando em retenção de sódio e água. O diagnóstico etiológico da ascite é feito principalmente pelo Gradiente de Albumina Soro-Ascite (GASA), que diferencia ascite por hipertensão portal (GASA ≥ 1,1 g/dL) de outras causas (GASA < 1,1 g/dL). O tratamento inicial da ascite na cirrose inclui restrição de sódio e diuréticos (espironolactona e furosemida). A paracentese de grande volume com reposição de albumina é indicada para alívio sintomático em casos de ascite refratária ou tensa. A PBE é uma complicação grave que exige antibioticoterapia empírica imediata. O residente deve dominar esses conceitos para o manejo eficaz desses pacientes.
Um GASA (Gradiente de Albumina Soro-Ascite) elevado, ou seja, maior ou igual a 1,1 g/dL, indica que a ascite é causada por hipertensão portal, como ocorre na cirrose, insuficiência cardíaca congestiva ou síndrome de Budd-Chiari.
A PBE deve ser suspeitada em pacientes com ascite e cirrose que apresentem febre, dor abdominal, alteração do estado mental, piora da função renal ou leucocitose. O diagnóstico é confirmado por paracentese com contagem de neutrófilos no líquido ascítico > 250 células/mm³.
A abordagem inicial para o tratamento da ascite cirrótica envolve restrição de sódio na dieta e uso de diuréticos, tipicamente uma combinação de espironolactona e furosemida em uma proporção de 100:40 mg, respectivamente, para manter o equilíbrio eletrolítico.
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