UNCISAL - Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas — Prova 2020
Na ascite relacionada à cirrose hepática, conforme critérios do Clube Internacional de ascite qual a afirmativa correta:
Paracentese terapêutica >5L para ascite grau III na cirrose → expansão plasmática com albumina (8g/L) para prevenir disfunção circulatória.
A paracentese terapêutica de grandes volumes (>5 litros) é o tratamento de escolha para ascite grau III na cirrose, mas deve ser seguida pela administração de albumina intravenosa (8g/litro de ascite removida) para prevenir a disfunção circulatória pós-paracentese, que pode levar a insuficiência renal e hiponatremia.
A ascite é a complicação mais comum da cirrose hepática, indicando descompensação da doença e pior prognóstico. É o acúmulo de líquido na cavidade peritoneal, resultante da hipertensão portal e da vasodilatação esplâncnica, que leva à ativação do sistema renina-angiotensina-aldosterona e retenção de sódio e água. O manejo adequado da ascite é crucial para melhorar a qualidade de vida e prevenir complicações. A paracentese terapêutica é o tratamento de escolha para ascite de grande volume (grau III), proporcionando alívio sintomático rápido. Quando mais de 5 litros de líquido ascítico são removidos, a expansão plasmática com albumina intravenosa (8g por litro de ascite removida) é obrigatória. Isso previne a disfunção circulatória pós-paracentese, uma complicação grave que pode levar à insuficiência renal e hiponatremia. A abordagem farmacológica inicial da ascite envolve diuréticos, tipicamente uma combinação de espironolactona e furosemida em proporções específicas. A ascite refratária, que não responde aos diuréticos ou causa efeitos adversos intoleráveis, pode exigir outras intervenções como o TIPS (shunt portossistêmico intra-hepático transjugular) ou transplante hepático. O GASA é fundamental para diferenciar ascite por hipertensão portal de outras causas.
A ascite é refratária quando não responde à terapia diurética máxima (espironolactona 400mg/dia e furosemida 160mg/dia) ou quando o paciente desenvolve complicações relacionadas aos diuréticos que impedem seu uso.
A abordagem farmacológica inicial da ascite na cirrose geralmente envolve a combinação de espironolactona e furosemida na proporção de 100:40 mg, respectivamente, para manter o equilíbrio eletrolítico e maximizar a diurese.
O Gradiente Albumina Soro-Ascite (GASA) é um indicador diagnóstico importante para a causa da ascite. Um GASA ≥ 1.1 g/dL sugere hipertensão portal (como na cirrose), enquanto um GASA < 1.1 g/dL sugere outras causas (como carcinomatose peritoneal).
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