UFPB/HULW - Hospital Universitário Lauro Wanderley - João Pessoa (PB) — Prova 2015
Paciente de 5 anos de idade apresenta-se em consulta com quadro de pneumonia intersticial pulmonar, sibilância e relato materno de apresentar em dias anteriores, dor abdominal e flatulência. Dentre as possibilidades diagnósticas, é a mais comum:
Ascaridíase larvar → Síndrome de Loeffler (pneumonia intersticial, sibilância) + sintomas GI.
A ascaridíase, especialmente em seu estágio larvar de migração pulmonar, pode causar a Síndrome de Loeffler, caracterizada por infiltrados pulmonares eosinofílicos, tosse e sibilância, além de sintomas gastrointestinais. É uma causa comum de sintomas respiratórios em crianças com história de parasitose.
A ascaridíase, causada pelo Ascaris lumbricoides, é uma das parasitoses intestinais mais comuns no mundo, especialmente em crianças de áreas com saneamento básico deficiente. Sua importância clínica reside não apenas nos sintomas gastrointestinais, mas também nas manifestações extraintestinais, como a Síndrome de Loeffler, que pode mimetizar outras doenças respiratórias. A Síndrome de Loeffler ocorre durante a fase de migração larvar do Ascaris pelos pulmões, caracterizando-se por infiltrados pulmonares eosinofílicos transitórios, tosse, sibilância e, por vezes, febre. O diagnóstico é suspeitado pela epidemiologia, clínica e pode ser confirmado pela identificação de ovos nas fezes (fase intestinal) ou larvas no escarro (fase pulmonar, menos comum). A eosinofilia periférica é um achado frequente. O tratamento da ascaridíase é eficaz com anti-helmínticos como albendazol ou mebendazol. É crucial considerar a parasitose em crianças com sintomas respiratórios atípicos e história de exposição, evitando diagnósticos errôneos e tratamentos desnecessários. A prevenção envolve melhorias no saneamento e higiene pessoal.
A Síndrome de Loeffler manifesta-se com tosse, sibilância, dispneia e infiltrados pulmonares eosinofílicos, geralmente acompanhados de sintomas gastrointestinais da parasitose.
Durante o ciclo de vida do Ascaris lumbricoides, as larvas migram do intestino para os pulmões, onde causam uma reação inflamatória e eosinofílica antes de serem deglutidas e retornarem ao intestino.
O tratamento da ascaridíase é feito com anti-helmínticos como albendazol ou mebendazol. As manifestações pulmonares geralmente regridem espontaneamente ou com sintomáticos.
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