UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2020
Menino de 10 anos de idade é levado a Unidade Básica de Saúde por estar eliminando vermes cilíndricos e longos nas fezes, associado a dor abdominal difusa, tosse seca e dispneia leve iniciadas há dois dias. Ao exame, sibilos expiratórios em hemitórax direito. Traz hemograma solicitado em consulta anterior com eosinofilia moderada (9% de eosinófilos). Mãe nega sibilância anterior. Assinale abaixo a alternativa que contém o (s) diagnóstico (s) mais provável (is) e seu (s) respectivo (s) tratamento (s):
Ascaridíase + sintomas respiratórios + eosinofilia = Síndrome de Loeffler. Tratamento: Albendazol.
A Síndrome de Loeffler é uma manifestação pulmonar da fase de migração larvária do Ascaris lumbricoides, caracterizada por sintomas respiratórios (tosse, dispneia, sibilos) e eosinofilia. O tratamento visa erradicar o parasita.
A ascaridíase, causada pelo Ascaris lumbricoides, é uma helmintíase intestinal comum, especialmente em áreas com saneamento básico deficiente. A infecção ocorre pela ingestão de ovos embrionados. A Síndrome de Loeffler representa uma fase da infecção onde as larvas migram pelos pulmões, causando uma reação inflamatória. A fisiopatologia da Síndrome de Loeffler envolve a passagem das larvas de Ascaris pelos capilares pulmonares, desencadeando uma resposta imune com infiltrados eosinofílicos. O diagnóstico é clínico-epidemiológico, com achados de tosse, dispneia, sibilos e eosinofilia, muitas vezes precedendo a eliminação de vermes nas fezes. A radiografia de tórax pode mostrar infiltrados pulmonares migratórios. O tratamento da ascaridíase, incluindo a Síndrome de Loeffler, é feito com anti-helmínticos como albendazol ou mebendazol. É crucial tratar a infecção parasitária para resolver os sintomas pulmonares e prevenir complicações intestinais futuras. O prognóstico é geralmente bom com o tratamento adequado.
A Síndrome de Loeffler manifesta-se com tosse seca, dispneia leve, sibilos expiratórios e, frequentemente, eosinofilia no hemograma, associada à migração larvária de parasitas.
O tratamento principal é antiparasitário, geralmente com albendazol ou mebendazol, para erradicar o Ascaris lumbricoides, que é a causa subjacente da síndrome.
A diferenciação envolve a história de eliminação de vermes, a presença de eosinofilia proeminente e a ausência de histórico prévio de asma, sugerindo uma etiologia parasitária.
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