MedEvo Simulado — Prova 2026
Elaine, 27 anos, comparece à Unidade Básica de Saúde para consulta de retorno e apresentação de exames. Ela é assintomática e iniciou o rastreamento do câncer de colo uterino aos 25 anos, ocasião em que o resultado citopatológico foi negativo para neoplasia. O exame atual, realizado há 30 dias em caráter de rotina, apresenta o seguinte laudo: Atipias em células escamosas de significado indeterminado, possivelmente não neoplásicas (ASC-US). Elaine nega tabagismo, comorbidades ou uso de medicações contínuas, e refere uso irregular de preservativos. Diante desse resultado e considerando as recomendações do Ministério da Saúde, qual é a conduta mais adequada?
ASC-US: < 25a → Rotina; 25-29a → Repetir 12m; ≥ 30a → Repetir 6m.
A conduta no ASC-US é baseada na idade, pois em mulheres jovens a regressão espontânea é comum. O Ministério da Saúde recomenda repetir a citologia em 12 meses para a faixa de 25-29 anos.
O rastreamento do câncer do colo do útero no Brasil é realizado preferencialmente por citologia oncótica (Papanicolau) em mulheres de 25 a 64 anos. O achado de ASC-US reflete uma incerteza diagnóstica onde as células apresentam alterações leves que podem ser causadas por inflamação, atrofia ou infecção pelo HPV. Como a maioria dessas alterações regride espontaneamente, especialmente em mulheres jovens, a conduta é expectante com repetição citológica. Para mulheres entre 25 e 29 anos, o intervalo de repetição é de 12 meses. Para aquelas com 30 anos ou mais, o intervalo é reduzido para 6 meses devido ao maior risco de persistência viral e lesões pré-neoplásicas. Se o segundo exame for negativo, a paciente retorna ao rastreamento trienal. Se persistir ASC-US ou surgir lesão de maior grau, a colposcopia é indicada.
ASC-US significa 'Atypia of Undetermined Significance - Unknown Significance' (Atipias de Células Escamosas de Significado Indeterminado, possivelmente não neoplásicas). É o achado citológico anormal mais comum, indicando alterações que não permitem excluir lesão intraepitelial, mas que frequentemente são reacionais a inflamações ou atrofia.
Segundo as diretrizes brasileiras, o ASC-US isolado nunca exige colposcopia imediata na população geral. A indicação surge apenas se o resultado persistir em dois exames citológicos consecutivos (respeitando os intervalos de idade) ou se houver outra alteração de maior gravidade no exame de repetição.
Mulheres vivendo com HIV ou imunossuprimidas devem ser encaminhadas diretamente para colposcopia diante de qualquer alteração citopatológica, incluindo o ASC-US, devido ao maior risco de persistência do HPV e progressão rápida de lesões precursoras para câncer invasor.
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