UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2020
Mulher, 35a, G3P3C0, retorna à Unidade Básica de Saúde para resultado de colpocitologia com diagnóstico de atípia de células escamosas de significado indeterminado, possivelmente não neoplásica (ASC-US). Antecedente Pessoal: exérese da zona de transformação do colo do útero aos 28 anos. Anatomopatológico: lesão intraepitelial de alto grau/neoplasia intraepitelial cervical grau 3 com margem endocervical livre e ectocervical positiva. Recebeu alta após três anos de seguimento, sem evidências de recidiva. A CONDUTA É:
ASC-US em mulher > 30 anos com histórico de NIC 3 tratada e sem recidiva → repetir citologia em 6 meses.
Em mulheres com ASC-US e histórico de NIC 3 tratada, a conduta depende da idade e do status de HPV. Para mulheres > 30 anos, a repetição da citologia em 6 meses é a conduta inicial, especialmente se o teste de HPV não estiver disponível ou for negativo.
A atipia de células escamosas de significado indeterminado (ASC-US) é o resultado mais comum em colpocitologias e representa um desafio na prática clínica. A conduta para ASC-US depende da idade da paciente e da disponibilidade do teste de HPV. Em mulheres com mais de 30 anos, as diretrizes atuais recomendam a repetição da citologia em 6 meses ou a realização do teste de HPV para estratificação de risco. O histórico de lesão intraepitelial de alto grau (NIC 3) tratada e com seguimento sem evidências de recidiva é um fator importante, mas não necessariamente muda a conduta inicial para um ASC-US. A paciente em questão, com 35 anos e histórico de NIC 3 tratada com sucesso, se enquadra nas diretrizes para mulheres acima de 30 anos. A repetição da citologia em 6 meses permite monitorar a evolução e identificar a necessidade de intervenções adicionais. É crucial evitar condutas excessivas, como encaminhamento imediato para colposcopia ou histerectomia, sem a devida estratificação de risco. O rastreamento do câncer de colo de útero visa identificar lesões precursoras e tratá-las antes que progridam para câncer invasivo, mas sempre com um balanço entre a detecção e a minimização de procedimentos desnecessários.
Em mulheres com mais de 30 anos, a conduta para ASC-US pode ser a repetição da citologia em 6 meses ou o teste de HPV. Se o HPV for negativo, a citologia pode ser repetida em 3 anos.
Um histórico de NIC 3 tratada e sem evidência de recidiva não altera a conduta inicial para ASC-US, que ainda segue as diretrizes de rastreamento, priorizando a repetição da citologia ou teste de HPV.
A colposcopia é indicada se o teste de HPV for positivo ou se houver persistência de ASC-US ou piora para lesão de alto grau em citologias de seguimento.
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