MedEvo Simulado — Prova 2026
Mariana, 26 anos, nuligesta, comparece à Unidade Básica de Saúde para buscar o resultado de seu segundo exame citopatológico de rastreamento do colo do útero. Ela relata que o primeiro exame, realizado há um ano, apresentou resultado normal. A paciente é assintomática, nega comorbidades e faz uso regular de anticoncepcional oral combinado. O laudo atual descreve amostra satisfatória, presença de células escamosas e glandulares, com a seguinte conclusão: atipias em células escamosas de significado indeterminado, possivelmente não neoplásicas (ASC-US). Diante desse achado citológico e da idade da paciente, a conduta mais adequada é:
ASC-US: < 25 anos → repetir 3 anos; 25-29 anos → repetir 12 meses; ≥ 30 anos → repetir 6 meses.
A conduta no ASC-US é baseada na idade: pacientes entre 25 e 29 anos devem repetir a citologia em 12 meses devido à alta taxa de regressão espontânea nessa faixa etária.
O achado de ASC-US (Atypical Squamous Cells of Undetermined Significance) é a alteração citológica mais comum no rastreamento cervical. As diretrizes brasileiras (INCA/MS) preconizam uma abordagem conservadora, fundamentada na história natural da infecção pelo HPV. Em mulheres de 25 a 29 anos, a recomendação é repetir a citologia em 12 meses. Se o novo exame for normal, a paciente deve realizar outra citologia em um ano; se ambos forem negativos, retorna ao rastreamento trienal. Se o resultado persistir como ASC-US ou evoluir para algo pior, a colposcopia torna-se mandatória. Essa estratégia estratificada por idade visa equilibrar a detecção de lesões precursoras reais com a prevenção de intervenções desnecessárias em lesões transitórias.
Segundo as diretrizes brasileiras, mulheres com menos de 25 anos que apresentam ASC-US devem apenas manter o rastreamento citológico trienal. A probabilidade de lesão precursora persistente é mínima e a regressão da infecção por HPV é a regra nesta faixa etária.
O ASC-US isolado nunca indica colposcopia imediata. A indicação surge apenas se houver persistência da atipia em exames subsequentes (repetidos em 6 ou 12 meses conforme a idade) ou se o resultado for de maior gravidade, como ASC-H ou lesão de alto grau.
A partir dos 30 anos, a persistência da infecção pelo HPV torna-se mais provável e a capacidade de clareamento viral espontâneo diminui. Por isso, o Ministério da Saúde recomenda um intervalo menor (6 meses) para repetir a citologia, visando maior vigilância.
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