Manejo de ASC-US Persistente: Conduta Segundo o INCA

MedEvo Simulado — Prova 2026

Enunciado

Tatiane, 31 anos, G2P2 (partos vaginais), comparece à consulta na Unidade Básica de Saúde para apresentar o resultado de seu exame citopatológico de rotina. Ela nega comorbidades, tabagismo ou queixas ginecológicas atuais. Ao revisar o prontuário, você observa o histórico de rastreamento da paciente detalhado na tabela abaixo: | Data do Exame | Resultado da Citologia (Bethesda) | Conduta Realizada na Época | | :--- | :--- | :--- | | Há 12 meses | Células escamosas atípicas de significado indeterminado (ASC-US) | Orientada repetição em 6-12 meses | | Atual | Células escamosas atípicas de significado indeterminado (ASC-US) | Consulta de retorno | Considerando as Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero (INCA/Ministério da Saúde), a conduta mais adequada para o caso de Tatiane neste momento é:

Alternativas

  1. A) Realizar biópsia de colo uterino imediatamente.
  2. B) Solicitar teste de biologia molecular para DNA-HPV.
  3. C) Repetir o exame citopatológico em 6 meses.
  4. D) Encaminhar a paciente para colposcopia.

Pérola Clínica

2º ASC-US consecutivo em mulheres ≥ 25 anos → Encaminhar para Colposcopia.

Resumo-Chave

Segundo as diretrizes do INCA, a persistência de atipias escamosas de significado indeterminado (ASC-US) em dois exames consecutivos exige avaliação colposcópica para excluir lesões precursoras.

Contexto Educacional

O rastreamento do câncer do colo do útero no Brasil é fundamentado na citologia cervical (Papanicolau). O achado de ASC-US é a alteração citológica mais comum e representa um dilema clínico, pois pode indicar desde um processo inflamatório benigno até uma lesão intraepitelial de alto grau. As diretrizes do INCA visam equilibrar a detecção precoce com a prevenção de procedimentos invasivos desnecessários. A persistência da atipia sugere uma possível lesão subjacente ou infecção persistente por HPV de alto risco, justificando a visualização direta do colo uterino via colposcopia. O conhecimento exato dos intervalos de repetição (6 meses para ≥ 25 anos e 3 anos para < 25 anos) é um dos temas mais cobrados em provas de Medicina Preventiva e Ginecologia.

Perguntas Frequentes

Qual a conduta para o primeiro resultado de ASC-US em mulheres acima de 25 anos?

Para mulheres com 25 anos ou mais que apresentam o primeiro resultado de ASC-US (Células Escamosas Atípicas de Significado Indeterminado, possivelmente não neoplásicas), a recomendação das diretrizes brasileiras é a repetição do exame citopatológico em 6 meses. Se o resultado da repetição for negativo (normal), a paciente retorna ao rastreamento trienal após dois exames anuais normais. Se o resultado da repetição for novamente ASC-US ou qualquer outra alteração mais grave, ela deve ser encaminhada imediatamente para colposcopia.

Como a idade da paciente influencia a conduta no ASC-US?

A idade é um fator determinante no manejo. Em mulheres com menos de 25 anos, a conduta para ASC-US é a repetição da citologia em 3 anos, devido à alta taxa de regressão espontânea de lesões associadas ao HPV nessa faixa etária. Para mulheres entre 25 e 29 anos, a repetição ocorre em 6 meses (mesma regra das mais velhas). No entanto, as diretrizes focam na preservação de recursos e redução de sobretratamento em jovens, onde a incidência de câncer invasivo é extremamente baixa.

O que deve ser feito se a colposcopia for normal após dois ASC-US?

Se uma paciente é encaminhada para colposcopia devido a dois resultados consecutivos de ASC-US e o exame colposcópico for considerado normal (sem lesão visível ou achados anormais), a recomendação é que ela retorne ao rastreamento citológico na Unidade Básica de Saúde. Geralmente, orienta-se uma nova citologia em 6 meses ou 1 ano, dependendo do protocolo local e achados específicos, para garantir que não houve uma lesão perdida, antes de retornar à rotina trienal padrão.

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