Monoartrite Aguda: A Importância da Artrocentese no Diagnóstico

Santa Casa de Rondonópolis (MT) — Prova 2023

Enunciado

Homem de 42 anos, procurou auxílio médico com quadro de artrite aguda no tornozelo direito. Nega história de trauma e nunca apresentou quadro semelhante anteriormente. É hipertenso e faz uso de hidorclorotiazida. Qual seria a MELHOR ABORDAGEM a ser feita como próximo passo na condução desse caso?

Alternativas

  1. A) Iniciar alopurinol se os níveis séricos de ácido úrico estiverem elevados.
  2. B) Iniciar antiinflamatóiro e antibiótico de amplo espectro.
  3. C) Iniciar colchicina e antibiótico de amplo espectro.
  4. D) Realizar artrocentese propedêutica.

Pérola Clínica

Monoartrite aguda, especialmente em paciente com fatores de risco (ex: diurético), exige artrocentese para excluir artrite séptica e confirmar gota.

Resumo-Chave

Em um quadro de monoartrite aguda, a artrocentese é o próximo passo mais importante para o diagnóstico diferencial. Ela permite a análise do líquido sinovial para identificar cristais (gota, pseudogota) ou sinais de infecção (artrite séptica), que são condições com manejos distintos e urgentes.

Contexto Educacional

A monoartrite aguda é uma condição clínica comum que exige uma abordagem diagnóstica rápida e precisa, pois algumas de suas causas, como a artrite séptica, são emergências médicas. A gota é uma das etiologias mais frequentes, especialmente em homens de meia-idade com fatores de risco como hipertensão e uso de diuréticos tiazídicos, que podem elevar os níveis de ácido úrico. Diante de um quadro de monoartrite aguda, a artrocentese propedêutica é o próximo passo mais importante. Este procedimento permite a coleta de líquido sinovial para análise, que inclui contagem de células com diferencial, pesquisa de cristais por microscopia de luz polarizada, coloração de Gram e cultura. A identificação de cristais de urato monossódico confirma o diagnóstico de gota, enquanto a presença de bactérias e uma alta contagem de leucócitos com predomínio de neutrófilos sugere artrite séptica. O tratamento depende do diagnóstico etiológico. Para gota, anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), colchicina ou corticosteroides são as opções agudas, com alopurinol ou febuxostate para profilaxia a longo prazo. Na artrite séptica, o tratamento envolve drenagem articular (cirúrgica ou por punção de repetição) e antibioticoterapia empírica de amplo espectro, ajustada após os resultados da cultura. O manejo adequado e precoce é crucial para prevenir danos articulares permanentes e complicações sistêmicas.

Perguntas Frequentes

Qual a importância da artrocentese em casos de monoartrite aguda?

A artrocentese é crucial para o diagnóstico etiológico da monoartrite aguda. A análise do líquido sinovial permite identificar a presença de cristais (urato monossódico na gota, pirofosfato de cálcio na pseudogota) ou sinais de infecção (contagem de leucócitos elevada, predomínio de neutrófilos, Gram e cultura positivos), diferenciando condições com tratamentos distintos.

Quais são os principais diagnósticos diferenciais de monoartrite aguda?

Os principais diagnósticos diferenciais de monoartrite aguda incluem artrite gotosa, pseudogota, artrite séptica, osteoartrite com derrame, artrite reativa e trauma. A história clínica, exame físico e, principalmente, a análise do líquido sinovial são fundamentais para a diferenciação.

Por que a hidroclorotiazida pode estar relacionada à artrite no caso?

A hidroclorotiazida é um diurético tiazídico que pode causar hiperuricemia, ou seja, aumento dos níveis séricos de ácido úrico. A hiperuricemia é um fator de risco importante para o desenvolvimento de gota, uma das causas mais comuns de monoartrite aguda, especialmente em homens de meia-idade.

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