UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2022
Menino, 25 dias de idade, previamente hígido, há 2 dias apresenta febre intermitente de 38 a 39 °C e dor à movimentação da perna direita nas trocas de fraldas. Exame físico: dor e limitação à rotação interna do quadril direito. Você indica a punção articular. Além do S. aureus, os agentes etiológicos que seriam mais frequentes na cultura do líquido sinovial nesse caso são:
Artrite séptica neonatal (< 3 meses) → S. aureus, Estreptococos grupo B, Bacilos Gram-negativos (E. coli, Klebsiella).
Em recém-nascidos e lactentes jovens (< 3 meses) com artrite séptica, além do Staphylococcus aureus, os agentes etiológicos mais comuns incluem Streptococcus agalactiae (Estreptococos do grupo B) e bacilos Gram-negativos entéricos como Escherichia coli e Klebsiella spp., refletindo a flora bacteriana prevalente nesse grupo etário.
A artrite séptica neonatal é uma infecção grave da articulação que pode levar a danos permanentes se não for diagnosticada e tratada precocemente. Embora seja menos comum que a osteomielite, sua ocorrência em recém-nascidos e lactentes jovens (< 3 meses) exige alta suspeição clínica, pois os sinais e sintomas podem ser inespecíficos. A febre, irritabilidade e dor à movimentação passiva do membro afetado são pistas importantes. Os agentes etiológicos da artrite séptica neonatal diferem um pouco dos encontrados em crianças mais velhas. Além do Staphylococcus aureus, que é uma causa comum em todas as idades, os Estreptococos do grupo B (Streptococcus agalactiae) e os bacilos Gram-negativos entéricos (como Escherichia coli e Klebsiella spp.) são particularmente prevalentes nesse grupo etário. Esses patógenos são frequentemente adquiridos por transmissão vertical ou nosocomial. O diagnóstico é confirmado pela punção articular, que permite a análise do líquido sinovial e a identificação do agente etiológico por cultura. O tratamento consiste em antibioticoterapia empírica de amplo espectro, que deve cobrir os patógenos mais comuns para a faixa etária, seguida de terapia direcionada após os resultados da cultura. A drenagem articular, seja por punção de repetição ou cirúrgica, é essencial para remover pus e reduzir a pressão intra-articular, prevenindo danos à cartilagem.
Em recém-nascidos, os sinais podem ser sutis e inespecíficos, como febre, irritabilidade, recusa alimentar e pseudoparalisia do membro afetado. Dor à movimentação passiva da articulação e edema local são achados importantes.
A punção articular é crucial para o diagnóstico definitivo, permitindo a análise do líquido sinovial (contagem celular, glicose, proteínas) e, principalmente, a cultura e coloração de Gram para identificar o agente etiológico e guiar o tratamento antibiótico específico.
As complicações incluem destruição articular, osteomielite, necrose avascular da epífise, deformidades permanentes e sepse. O tratamento precoce e adequado é fundamental para minimizar sequelas.
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