IPSEMG - Instituto de Previdência dos Servidores de Minas Gerais — Prova 2020
A.F.L.K, 63 anos, masculino, sem comorbidades prévias, iniciou com dor intensa em joelho direito, associado a eritema e importante edema. Admitido ao pronto atendimento febril (38,5º C), PA 110x60, FC 112, ritmo cardíaco regular em 2 tempos e sem sopros, sem outras alterações ao exame físico. O diagnóstico mais importante a ser avaliado por suas implicações prognósticas e a propedêutica mais indicada são?
Monoartrite aguda + febre + sinais inflamatórios locais → Artrite séptica = Artrocentese urgente.
A artrite séptica é uma emergência médica caracterizada pela infecção de uma articulação, mais comumente por bactérias. A apresentação clássica inclui monoartrite aguda com dor intensa, edema, eritema e calor local, frequentemente acompanhada de febre e calafrios. O diagnóstico e tratamento precoces são cruciais para prevenir a destruição articular e sepse.
A artrite séptica é uma emergência médica que exige diagnóstico e tratamento imediatos para prevenir a destruição articular permanente e a morbimortalidade sistêmica. Caracteriza-se pela infecção de uma articulação, sendo o joelho a mais acometida em adultos. A apresentação clínica típica envolve monoartrite aguda com dor intensa, edema, eritema e calor local, frequentemente acompanhada de febre, calafrios e mal-estar. Diante de um quadro de monoartrite aguda com sinais inflamatórios e sistêmicos (febre), a principal preocupação diagnóstica deve ser a artrite séptica. A propedêutica mais indicada e crucial é a artrocentese, que consiste na punção da articulação para coleta de líquido sinovial. Este líquido deve ser enviado para análise bioquímica (glicose, proteínas), citológica (contagem e diferencial de células, com predomínio de neutrófilos), e microbiológica (Gram e culturas para bactérias e, se indicado, fungos e micobactérias). O tratamento empírico com antibióticos intravenosos de amplo espectro deve ser iniciado imediatamente após a coleta do líquido sinovial, sem aguardar os resultados das culturas, e posteriormente ajustado conforme o antibiograma. A drenagem da articulação, seja por artrocenteses de repetição ou cirurgicamente (artroscopia ou artrotomia), também é fundamental para remover o pus e reduzir a carga bacteriana. A demora no diagnóstico e tratamento pode levar a sequelas graves, como osteoartrite secundária e anquilose.
Sinais de alerta incluem dor articular intensa e súbita, edema, calor e eritema local, limitação funcional da articulação, febre, calafrios e leucocitose. O joelho é a articulação mais frequentemente acometida.
A artrocentese permite a coleta de líquido sinovial para análise (contagem de células, diferencial, glicose, proteínas) e cultura. Isso confirma a presença de infecção, identifica o patógeno e orienta a escolha do antibiótico, sendo crucial para o manejo.
As complicações incluem destruição articular irreversível, osteomielite, sepse, choque séptico e, em casos graves, morte. O tratamento precoce com antibióticos e drenagem é fundamental para evitar essas sequelas.
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