Artrite Séptica em Adolescentes: Agente e Tratamento

UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2025

Enunciado

Você está de plantão na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) e atende um adolescente com 11 anos de idade com história de dor e inchaço em joelho esquerdo há 5 dias. Ele conta que, há 2 dias, iniciou com febre, dificuldade para deambular e aumento da dor e do inchaço na região. Referia trauma durante jogo de futebol. Ao exame físico, apresenta-se em regular estado geral, palidez cutânea, febril, eupneico, anictérico, acianótico e artrite muito dolorosa em joelho esquerdo. Hemograma com leucocitose com desvio à esquerda, proteína C reativa e VHS elevados. Nesse caso, o agente etiológico mais provável e a antibioticoterapia indicada são

Alternativas

  1. A) Streptococcus pneumoniae; ampicilina.
  2. B) Staphylococcus aureus; oxacilina.
  3. C) H. influenzae tipo B; amoxicilina.
  4. D) Kingella kingae; ceftriaxona.
  5. E) Salmonella; penicilina.

Pérola Clínica

Adolescente com artrite aguda dolorosa + febre + leucocitose + trauma → S. aureus é o principal agente.

Resumo-Chave

Em adolescentes com artrite séptica aguda, especialmente após trauma, Staphylococcus aureus é o patógeno mais comum. A antibioticoterapia empírica inicial deve cobrir este agente, sendo a oxacilina uma escolha adequada para cepas sensíveis à meticilina. A elevação de marcadores inflamatórios e a leucocitose com desvio à esquerda corroboram o quadro infeccioso.

Contexto Educacional

A artrite séptica é uma emergência ortopédica que requer diagnóstico e tratamento rápidos para prevenir danos articulares permanentes. Em adolescentes, a incidência é significativa, e a etiologia bacteriana é a mais comum. A suspeita clínica surge com dor articular aguda, inchaço, calor, febre e limitação funcional, frequentemente após um trauma que pode ser a porta de entrada para a infecção. O diagnóstico é baseado na clínica, exames laboratoriais (leucocitose com desvio, PCR e VHS elevados) e exames de imagem (ultrassonografia para derrame articular, radiografia para excluir outras causas). A artrocentese com análise do líquido sinovial (celularidade, cultura e gram) é fundamental para confirmar o diagnóstico e identificar o agente. Em crianças e adolescentes, o Staphylococcus aureus é o agente etiológico mais frequente, seguido por Streptococcus pyogenes e Kingella kingae (especialmente em < 3 anos). O tratamento consiste em antibioticoterapia empírica intravenosa, que deve cobrir o Staphylococcus aureus (ex: oxacilina ou cefazolina para cepas sensíveis à meticilina, ou vancomicina para suspeita de MRSA), e drenagem cirúrgica da articulação, se houver pus. A duração do tratamento varia, mas geralmente é de 2-4 semanas, com transição para via oral após melhora clínica. O prognóstico depende da rapidez do diagnóstico e tratamento.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de alerta para artrite séptica em adolescentes?

Sinais de alerta incluem dor articular intensa, inchaço, calor, febre, dificuldade de movimentação da articulação e elevação de marcadores inflamatórios como PCR e VHS.

Por que o Staphylococcus aureus é o agente mais provável em artrite séptica pediátrica?

O Staphylococcus aureus é o patógeno mais comum em infecções osteoarticulares em crianças e adolescentes, frequentemente associado a traumas menores que servem como porta de entrada.

Qual a conduta inicial para suspeita de artrite séptica em joelho?

A conduta inicial envolve imobilização da articulação, analgesia, coleta de exames laboratoriais e de imagem, e início precoce de antibioticoterapia empírica, geralmente com cobertura para Staphylococcus aureus.

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