UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2023
Mulher de 65 anos, apresentou há 7 dias queda da própria altura com escoriação leve na região anterior de joelho esquerdo. Há 1 dia evoluiu com artralgia intensa, edema, rubor, calor, limitação de movimento e um pico febril (39 ºC). Nega episódios prévios de artralgias. AP: diabética, hipertensa, etilista. Exame físico do joelho: rubor, calor, sinal da tecla presente, posição fletida com bloqueio articular. Exames laboratoriais: leucocitose sem desvio escalonado, PCR 30 mg/dL, VHS 60 mm/hora. A hipótese diagnóstica e conduta correta são:
Artrite aguda em idoso com febre, rubor, calor, edema + fatores de risco (DM, etilismo) → Artrite Séptica até prova em contrário. Artrocentese URGENTE!
A artrite séptica é uma emergência ortopédica que exige diagnóstico e tratamento rápidos para preservar a função articular. Em pacientes idosos, diabéticos e etilistas, a apresentação pode ser atípica, mas a presença de sinais inflamatórios intensos em uma única articulação, febre e elevação de marcadores inflamatórios deve levantar forte suspeita. A artrocentese diagnóstica com análise do líquido sinovial é fundamental para confirmar o diagnóstico e guiar a antibioticoterapia.
A artrite séptica é uma emergência médica que requer reconhecimento e tratamento imediatos para prevenir a destruição articular e sequelas permanentes. É mais comum em articulações grandes, como o joelho, e sua incidência é maior em pacientes com fatores de risco como idade avançada, diabetes mellitus, imunossupressão, próteses articulares e trauma prévio. A etiologia mais comum é bacteriana, com Staphylococcus aureus sendo o principal agente. A fisiopatologia envolve a invasão bacteriana da articulação, levando a uma resposta inflamatória intensa que resulta na degradação da cartilagem articular. O diagnóstico é baseado na tríade clínica de dor, calor e edema articular, acompanhada de febre e elevação de marcadores inflamatórios (leucocitose, PCR, VHS). A artrocentese diagnóstica é o pilar para a confirmação, permitindo a análise do líquido sinovial para celularidade, Gram, cultura e pesquisa de cristais, que são essenciais para o diagnóstico diferencial com outras artrites agudas, como a gotosa. O tratamento da artrite séptica consiste em antibioticoterapia parenteral de largo espectro, iniciada empiricamente após a coleta de culturas e ajustada conforme o resultado do antibiograma. A drenagem articular, seja por artrocentese de repetição, artroscopia ou artrotomia, é fundamental para remover o pus e reduzir a carga bacteriana e enzimática. O prognóstico depende da rapidez do diagnóstico e início do tratamento, sendo um tema de grande relevância para a prática clínica e provas de residência médica.
Os principais sinais e sintomas incluem dor articular intensa, edema, calor, rubor e limitação de movimento na articulação afetada, geralmente monoarticular. Febre, calafrios e mal-estar geral são comuns. Fatores de risco como diabetes, imunossupressão e trauma prévio aumentam a suspeita.
A conduta inicial e mais importante é a realização de artrocentese diagnóstica de emergência. O líquido sinovial deve ser enviado para análise de celularidade com diferencial, coloração de Gram, cultura e pesquisa de cristais. Hemoculturas também devem ser coletadas antes do início da antibioticoterapia empírica.
Ambas podem causar monoartrite aguda com sinais inflamatórios intensos. A artrocentese é crucial: na artrite séptica, o Gram e a cultura são positivos e a celularidade é muito elevada (geralmente >50.000 leucócitos/mm³ com predomínio de neutrófilos). Na artrite gotosa, encontram-se cristais de urato monossódico no líquido sinovial, e a cultura é negativa.
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