Artrite Séptica: Diagnóstico, Tratamento e Fatores de Risco

UFPB/HULW - Hospital Universitário Lauro Wanderley - João Pessoa (PB) — Prova 2015

Enunciado

Sobre as artrites sépticas assinale a alternativa errada:

Alternativas

  1. A) É consenso manter antibioticoterapia sistêmica endovenosa, sendo as quinolonas associados com aminoglicosídios a terapêutica mais eficaz, com eficácia em ate 90% dos casos. Contra indicada a punção articular.
  2. B) As artrites sépticas podem ser classificadas em gonocócicas e não gonocócicas.
  3. C) Os principais fatores de risco para esta patologia são idade acima de 80 anos, diabetes melitus, artrite reumatoide, presença de prótese articulares em joelho e quadril, cirurgias prévias.
  4. D) Também são susceptíveis os pacientes com imunodeficiência adquirida, hemofílicos, transplantados, ou com hipogamaglobulinemia.
  5. E) A artrite gonocócica apresenta quadro migratório podendo depois se fixar em uma articulação, sua disseminação é hematogênica após transmissão sexual, e acompanha doença venérea que pode não ser clinicamente aparente.

Pérola Clínica

Artrite séptica → Drenagem articular + ATB sistêmico EV. Punção diagnóstica é essencial, não contraindicada.

Resumo-Chave

A punção articular é fundamental tanto para o diagnóstico (análise do líquido sinovial) quanto para o tratamento (drenagem do pus) da artrite séptica, sendo uma etapa crucial no manejo. A escolha da antibioticoterapia empírica deve cobrir os patógenos mais comuns, como Staphylococcus aureus, e ser ajustada após cultura e antibiograma.

Contexto Educacional

A artrite séptica, ou artrite infecciosa, é uma emergência ortopédica caracterizada pela infecção de uma articulação por microrganismos, geralmente bactérias. Sua incidência é baixa, mas a morbidade e mortalidade são significativas se não tratada prontamente, podendo levar à destruição articular e sepse. É crucial para o residente reconhecer e manejar esta condição devido ao seu potencial devastador. A fisiopatologia envolve a disseminação hematogênica do patógeno para a articulação, embora possa ocorrer por inoculação direta ou extensão de infecção adjacente. O diagnóstico é feito pela suspeita clínica (dor, calor, edema, limitação funcional) e confirmado pela análise do líquido sinovial obtido por punção articular, que tipicamente mostra alta celularidade com predomínio de neutrófilos, baixa glicose e cultura positiva. A diferenciação entre artrite gonocócica e não gonocócica é importante para o tratamento. O tratamento da artrite séptica consiste em antibioticoterapia sistêmica endovenosa, geralmente empírica inicialmente e ajustada após cultura e antibiograma, e drenagem articular. A drenagem pode ser por punção de repetição, artroscopia ou artrotomia, visando remover o pus e reduzir a pressão intra-articular. A imobilização inicial da articulação e fisioterapia posterior são também componentes importantes do manejo.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas clássicos da artrite séptica?

Os sinais clássicos incluem dor intensa na articulação afetada, edema, calor, rubor e limitação funcional. Febre e calafrios podem estar presentes, indicando infecção sistêmica.

Qual a importância da punção articular no manejo da artrite séptica?

A punção articular é crucial para o diagnóstico, permitindo a análise do líquido sinovial (celularidade, glicose, proteínas, cultura) e identificação do patógeno. É também terapêutica, promovendo a drenagem do pus.

Quais são os principais fatores de risco para desenvolver artrite séptica?

Fatores de risco incluem idade avançada (>80 anos), diabetes mellitus, artrite reumatoide, presença de próteses articulares, cirurgias prévias, imunodeficiência (HIV, transplantados) e hemofilia.

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