HR Presidente Prudente - Hospital Regional de Presidente Prudente (SP) — Prova 2023
Homem, 28 anos, sem comorbidades, há 4 dias apresenta dor, edema e eritema em joelho direito, associado a queda do estado geral e inapetência. Nega febre, lesões de pele, acometimento ocular. Ao exame físico, apresenta sinovite de joelho direito e bloqueio articular, sem acometimento de demais articulações.Nesse caso, a principal hipótese diagnóstica é
Monoartrite aguda + sinais inflamatórios + queda estado geral em jovem sem comorbidades → Artrite séptica até prova em contrário.
A artrite séptica é uma emergência médica que exige diagnóstico e tratamento rápidos para evitar destruição articular e sepse. Em um jovem sem comorbidades, uma monoartrite aguda com sinais inflamatórios intensos e sintomas sistêmicos (queda do estado geral, inapetência) deve levantar forte suspeita de infecção articular.
A artrite séptica, ou artrite infecciosa, é uma emergência médica caracterizada pela infecção de uma articulação por microrganismos, geralmente bactérias. É mais comum em articulações grandes, como joelho e quadril, e pode levar à destruição rápida da cartilagem articular e à sepse se não for diagnosticada e tratada prontamente. Embora possa afetar qualquer idade, fatores de risco incluem imunossupressão, próteses articulares e doenças crônicas. O quadro clínico típico envolve monoartrite aguda com dor intensa, edema, calor e eritema na articulação afetada, acompanhada de limitação funcional. Sintomas sistêmicos como febre, calafrios, queda do estado geral e inapetência são frequentes, como no caso apresentado. O diagnóstico diferencial inclui gota, pseudogota, artrites reativas e outras espondiloartropatias, mas a presença de sinais sistêmicos e a rápida progressão devem levantar forte suspeita de infecção. O diagnóstico definitivo é feito pela análise do líquido sinovial obtido por artrocentese, que tipicamente mostra alta contagem de leucócitos (geralmente >50.000/mm³, com predomínio de neutrófilos), baixa glicose e cultura positiva. O tratamento consiste em antibioticoterapia empírica intravenosa de amplo espectro, ajustada após os resultados da cultura, e drenagem da articulação (por artrocentese de repetição ou cirurgia) para remover o pus e reduzir a pressão intra-articular. O atraso no tratamento aumenta significativamente o risco de sequelas articulares permanentes.
Os principais sinais incluem dor intensa na articulação afetada, edema, eritema, calor local, limitação funcional e, frequentemente, sintomas sistêmicos como febre, calafrios e queda do estado geral.
O exame padrão-ouro é a análise do líquido sinovial obtido por artrocentese, que deve incluir contagem de células, cultura bacteriana, coloração de Gram e pesquisa de cristais.
Em adultos jovens, o Staphylococcus aureus é o agente mais comum. Em pacientes sexualmente ativos, a Neisseria gonorrhoeae deve ser considerada, especialmente se houver poliartralgia migratória ou lesões cutâneas.
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