Artrite Reumatoide Refratária: Manejo com Biológicos

SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2025

Enunciado

Leia o caso a seguir.Paciente do sexo masculino, 55 anos, com diagnóstico de artrite reumatoide há 5 anos, faz uso de metotrexato e leflunomida, mas continua apresentando atividade de doença moderada a alta, com dores articulares e elevação dos marcadores inflamatórios.Qual é a conduta terapêutica adequada para esse paciente?

Alternativas

  1. A) Suspender metotrexato e leflunomida, e iniciar golimumabe, pois esta droga é eficaz em monoterapia na artrite reumatoide resistente.
  2. B) Manter o metotrexato, suspender a leflunomida e iniciar golimumabe, um inibidor do TNF-alfa, para o controle adequado da artrite reumatoide.
  3. C) Suspender metotrexato e leflunomida, e iniciar ciclosporina, pois esta droga imunossupressora é eficaz na artrite reumatoide resistente.
  4. D) Manter o metotrexato e iniciar azatioprina, pois é uma droga imunossupressora eficaz para controle da artrite reumatoide

Pérola Clínica

AR com falha a DMARDs sintéticos → adicionar DMARD biológico (anti-TNF) ao metotrexato.

Resumo-Chave

Em pacientes com artrite reumatoide que não respondem adequadamente à terapia combinada com DMARDs sintéticos (como metotrexato e leflunomida), a próxima etapa é geralmente a introdução de um DMARD biológico, como um inibidor do TNF-alfa (ex: golimumabe), frequentemente em combinação com metotrexato para otimizar a resposta.

Contexto Educacional

A artrite reumatoide (AR) é uma doença autoimune inflamatória crônica que afeta principalmente as articulações, levando a dor, inchaço, rigidez e, se não tratada, a danos articulares irreversíveis e incapacidade funcional. A prevalência global varia entre 0,5% e 1%. O objetivo do tratamento é alcançar a remissão ou baixa atividade da doença para prevenir a progressão do dano articular. O manejo inicial da AR geralmente envolve DMARDs sintéticos convencionais (csDMARDs), como metotrexato, leflunomida, sulfassalazina e hidroxicloroquina. Quando a doença permanece ativa (moderada a alta) apesar do uso otimizado de csDMARDs, especialmente metotrexato, considera-se a falha terapêutica. Nesse cenário, a próxima etapa é a introdução de DMARDs biológicos (bDMARDs) ou DMARDs sintéticos alvo-específicos (tsDMARDs), como os inibidores de JAK. Os inibidores de TNF-alfa, como o golimumabe, são uma classe de bDMARDs amplamente utilizados e eficazes na AR. A conduta adequada para um paciente com AR refratária a metotrexato e leflunomida é manter o metotrexato (se tolerado) e adicionar um bDMARD, como um inibidor de TNF-alfa. Essa estratégia combinada demonstrou maior eficácia na supressão da atividade da doença e na prevenção do dano articular, melhorando significativamente os desfechos clínicos e a qualidade de vida dos pacientes.

Perguntas Frequentes

Quando se considera que a artrite reumatoide é refratária aos DMARDs sintéticos?

A artrite reumatoide é considerada refratária quando o paciente mantém atividade de doença moderada a alta, apesar do uso adequado e por tempo suficiente de pelo menos dois DMARDs sintéticos, incluindo o metotrexato.

Qual o papel dos inibidores de TNF-alfa no tratamento da artrite reumatoide?

Os inibidores de TNF-alfa são DMARDs biológicos que bloqueiam a ação do fator de necrose tumoral alfa, uma citocina pró-inflamatória chave na patogênese da AR, levando à redução da inflamação e do dano articular.

Por que manter o metotrexato ao iniciar um DMARD biológico?

A combinação de um DMARD biológico com metotrexato é frequentemente mais eficaz do que a monoterapia biológica, pois o metotrexato pode reduzir a imunogenicidade do biológico e potencializar sua resposta clínica.

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