UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2022
Mulher de 26 anos está em acompanhamento ambulatorial devido a artrite reumatoide. O quadro de poliartrite iniciou há 1 ano e, após 3 meses, iniciou o uso oral de metotrexato 15mg/semana, ácido fólico 5mg/semana e prednisona 10mg/dia. Nas consultas posteriores, devido à persistência do quadro articular, houve aumento progressivo do metotrexato até a dose atual de 25mg/semana, a qual está em uso regular há 3 meses. As demais medicações foram mantidas nas doses descritas anteriormente. O Disease Activity Score (DAS) 28 na consulta de hoje é de 4,1. A conduta a ser adotada neste momento é
AR refratária a MTX oral máx. → associar outro DMARDs convencional (ex: Leflunomida).
Em pacientes com artrite reumatoide que permanecem com atividade moderada a alta (DAS28 > 3.2) apesar do uso otimizado de metotrexato oral (dose máxima tolerada por 3-6 meses), a próxima etapa é a associação de outro DMARD sintético convencional, como a leflunomida.
A artrite reumatoide (AR) é uma doença inflamatória crônica autoimune que afeta predominantemente as articulações, levando a dor, inchaço, rigidez e, se não tratada, destruição articular e incapacidade. O tratamento precoce e agressivo é crucial para controlar a doença e prevenir danos irreversíveis. A prevalência global varia, mas afeta cerca de 0,5% a 1% da população adulta. O metotrexato (MTX) é o DMARD sintético convencional de primeira linha para a maioria dos pacientes com AR. A dose oral pode ser otimizada até 25-30 mg/semana, geralmente associada a ácido fólico para reduzir efeitos adversos. A avaliação da atividade da doença é feita por índices como o DAS28. Se o paciente permanece com atividade moderada a alta (DAS28 > 3.2) após 3-6 meses de MTX otimizado, considera-se falha terapêutica. Nesses casos, a conduta é escalar o tratamento. As opções incluem a associação de outro DMARD sintético convencional (como leflunomida ou sulfassalazina), ou a introdução de um DMARD biológico ou um inibidor de JAK. A escolha depende de fatores como comorbidades, preferência do paciente e acesso. A leflunomida é uma opção comum para associação, atuando como um inibidor da síntese de pirimidinas.
A artrite reumatoide é considerada refratária ao metotrexato quando o paciente mantém atividade moderada a alta da doença (DAS28 > 3.2) após 3-6 meses de uso otimizado do metotrexato oral na dose máxima tolerada.
Após a falha do metotrexato oral otimizado, a próxima etapa é geralmente a associação de outro DMARD sintético convencional, como a leflunomida ou sulfassalazina, ou a introdução de um DMARD biológico ou inibidor de JAK.
A leflunomida é um DMARD sintético convencional que pode ser associado ao metotrexato em casos de resposta inadequada à monoterapia. Ela atua inibindo a síntese de pirimidinas, reduzindo a proliferação de linfócitos ativados.
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