FHSTE - Fundação Hospitalar Santa Terezinha de Erechim (RS) — Prova 2022
A manifestação ocular mais frequente em pacientes portadores de artrite reumatoide é:
AR → manifestação ocular mais comum = ceratoconjuntivite sicca (olho seco).
A ceratoconjuntivite sicca, ou síndrome do olho seco, é a manifestação ocular mais prevalente em pacientes com artrite reumatoide, muitas vezes associada à síndrome de Sjögren secundária, e resulta da inflamação e disfunção das glândulas lacrimais.
A artrite reumatoide (AR) é uma doença inflamatória crônica autoimune que afeta predominantemente as articulações, mas também pode apresentar diversas manifestações extra-articulares, incluindo as oculares. A prevalência de manifestações oculares em pacientes com AR é significativa, e seu reconhecimento é importante para o manejo integral da doença. Entre as manifestações oculares, a ceratoconjuntivite sicca, ou síndrome do olho seco, é a mais frequente, afetando até 25% dos pacientes com AR. Ela ocorre devido à inflamação crônica das glândulas lacrimais, levando à diminuição da produção de lágrimas e consequente ressecamento da superfície ocular. Outras manifestações incluem epiesclerite (inflamação superficial da esclera), esclerite (inflamação mais profunda e grave da esclera, com risco de perfuração) e, menos comumente, uveíte. O diagnóstico da ceratoconjuntivite sicca é clínico e pode ser confirmado por testes como o de Schirmer. O tratamento envolve o uso de lágrimas artificiais, colírios anti-inflamatórios e, em casos mais graves, oclusão dos pontos lacrimais. O acompanhamento oftalmológico regular é essencial para pacientes com AR, a fim de detectar e tratar precocemente as manifestações oculares, prevenindo complicações e melhorando a qualidade de vida.
A manifestação ocular mais comum é a ceratoconjuntivite sicca (olho seco), que pode estar associada à síndrome de Sjögren secundária. Outras manifestações incluem epiesclerite, esclerite e, mais raramente, uveíte.
Os pacientes podem apresentar sensação de corpo estranho, ardência, prurido, fotofobia, visão embaçada que melhora ao piscar e vermelhidão ocular. A produção reduzida de lágrimas é a causa principal.
É crucial investigar para prevenir complicações graves, como úlceras de córnea e perfuração ocular, especialmente em casos de esclerite. O tratamento precoce da ceratoconjuntivite sicca melhora a qualidade de vida e previne danos à superfície ocular.
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