SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2024
Leia o caso clínico a seguir.Paciente do sexo feminino, 41 anos, parda, arquiteta, apresenta diagnóstico de artrite reumatoide. Ela procura o ambulatório de reumatologia com poliartrite em mãos, cotovelos, joelhos e tornozelos, há cerca de 3 meses, após suspensão de todas as medicações de uso contínuo, ao receber a confirmação de que estava grávida. No momento está utilizando apenas a prednisona, 10 mg por dia, prescrita por médico da Estratégia de Saúde da Família.Considerando que a paciente se encontra na 18ª semana de gestação, o esquema terapêutico adequado para o manejo do quadro articular deve ser
AR na gestação: Hidroxicloroquina e Certolizumabe são opções seguras para controle da atividade da doença.
O manejo da artrite reumatoide na gestação exige a escolha de medicamentos com perfil de segurança comprovado para o feto. Hidroxicloroquina e Certolizumabe pegol são considerados seguros e eficazes, enquanto outros biológicos e imunossupressores são contraindicados ou requerem avaliação de risco-benefício mais rigorosa.
A artrite reumatoide (AR) é uma doença inflamatória crônica que afeta predominantemente mulheres em idade fértil. O manejo da AR durante a gestação é um desafio, pois a atividade da doença pode flutuar e muitas medicações são contraindicadas devido ao risco de teratogenicidade ou efeitos adversos fetais. É fundamental que a paciente seja acompanhada por uma equipe multidisciplinar. A prednisona em baixas doses (até 10-20 mg/dia) é geralmente considerada segura na gestação para controlar a atividade da doença. No entanto, para o controle a longo prazo e para evitar o uso prolongado de corticosteroides, é necessário associar outras drogas modificadoras da doença (DMARDs) com perfil de segurança comprovado. A hidroxicloroquina e a sulfassalazina são DMARDs convencionais de primeira linha para gestantes. Entre os agentes biológicos, o Certolizumabe pegol é a opção preferencial. Diferente de outros anti-TNF, ele é um fragmento Fab pegilado, o que limita sua passagem pela placenta e minimiza a exposição fetal. Outros biológicos, como Rituximabe e Abatacepte, não possuem dados de segurança tão robustos na gestação e são geralmente evitados, especialmente no segundo e terceiro trimestres, devido à maior transferência placentária. A decisão terapêutica deve sempre ponderar o risco de atividade da doença materna versus o risco potencial para o feto.
Hidroxicloroquina e sulfassalazina são DMARDs convencionais considerados seguros. Entre os biológicos, o Certolizumabe pegol é a opção preferencial devido à sua baixa transferência placentária.
O Certolizumabe pegol é um fragmento Fab de anticorpo monoclonal que não possui a porção Fc, resultando em transferência placentária mínima, o que o torna mais seguro para uso durante a gravidez em comparação com outros biológicos.
Metotrexato e Leflunomida são estritamente contraindicados devido ao seu alto potencial teratogênico. Outros biológicos, como Rituximabe e Abatacepte, geralmente são evitados ou usados com cautela e avaliação de risco-benefício individualizada.
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