FMC/HEAA - Faculdade de Medicina de Campos - Hospital Álvaro Alvim (RJ) — Prova 2020
Um advogado de 40 anos é diagnosticado com artrite reumatóide, FR e anti-CCP positivos. Sua mortalidade é aumentada, e é mais provável que morra por qual das patologias a seguir?
AR: Inflamação crônica ↑ risco cardiovascular → Doença coronariana é principal causa de morte.
Pacientes com artrite reumatoide (AR) apresentam risco cardiovascular aumentado devido à inflamação sistêmica crônica, que acelera a aterosclerose. A doença coronariana é a principal causa de mortalidade nesses pacientes, superando outras complicações da AR.
A artrite reumatoide (AR) é uma doença inflamatória crônica autoimune que afeta principalmente as articulações, mas possui manifestações sistêmicas significativas. A mortalidade em pacientes com AR é consistentemente maior do que na população geral, e a principal causa de óbito é a doença cardiovascular, em particular a doença coronariana. Este risco aumentado é multifatorial, envolvendo tanto fatores de risco tradicionais quanto aspectos únicos da própria doença. A inflamação sistêmica crônica, característica da AR, desempenha um papel central na aceleração da aterosclerose. Citocinas pró-inflamatórias, como TNF-alfa e IL-6, contribuem para a disfunção endotelial, estresse oxidativo e alterações no perfil lipídico, promovendo o desenvolvimento e progressão das placas ateroscleróticas. Além disso, o uso de medicamentos como corticosteroides, embora essenciais para controlar a inflamação, pode contribuir para o perfil de risco cardiovascular. O manejo de pacientes com AR deve, portanto, incluir uma avaliação e controle rigorosos dos fatores de risco cardiovascular. Isso envolve não apenas o tratamento da atividade da doença com DMARDs (sintéticos e biológicos), mas também o rastreamento e tratamento de hipertensão, dislipidemia, diabetes e a cessação do tabagismo. A conscientização sobre este risco é crucial para otimizar o cuidado e melhorar o prognóstico a longo prazo dos pacientes com artrite reumatoide.
A inflamação sistêmica crônica presente na artrite reumatoide acelera o processo de aterosclerose, levando a um risco aumentado de eventos cardiovasculares, como infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral, independentemente dos fatores de risco tradicionais.
Além dos fatores de risco tradicionais (hipertensão, dislipidemia, diabetes, tabagismo), a própria atividade da doença (inflamação crônica), o uso de corticosteroides e a presença de autoanticorpos contribuem para o risco cardiovascular aumentado em pacientes com AR.
O controle eficaz da inflamação com terapia modificadora da doença (DMARDs) pode reduzir o risco cardiovascular. É fundamental também o rastreamento e manejo agressivo dos fatores de risco cardiovasculares tradicionais para otimizar o prognóstico.
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